Ferroviários estão hoje em luta

Os trabalhadores do sector ferroviário concentram-se hoje, frente ao Ministério das Obras Públicas, Transportes e Habitação, a partir das 14h30. Esta jornada nacional de luta, convocada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário, a jornada pretende exigir do Governo medidas concretas sobre a negociação colectiva, uma vez que as empresas do sector ainda não apresentaram quaisquer contrapropostas para a revisão do Acordo de Empresa. A iniciativa foi aprovada por plenários que decorreram no dia 19 por todo o País. Os ferroviários exigem ainda medidas concretas do Poder Central, que desenvolvam e melhorem a qualidade dos sistemas públicos de transportes onde o caminho de ferro tem um papel preponderante.
Ao abrigo da lei sindical, todas as empresas do sector foram informadas dos respectivos horários de dispensa em Lisboa, nas linhas de Sintra, do Norte, de Cascais, do Barreiro e Lavradio e das várias linhas do Norte, de forma a poderem participar no protesto. Para os ferroviários das áreas não referenciadas, a dispensa é para todo o dia.
Em comunicado, o SNTSF/CGTP-IN salienta a necessidade de «uma nova política que governe com e para os trabalhadores» e convoca todos os seus associados para a jornada de dia 11, anunciando que na concentração de hoje será decidida a forma de participação no protesto da CGTP-IN. O sindicato ferroviário faz ainda um «apelo para a unidade na acção» às Comissões de Trabalhadores, para que convidem todos os dirigentes e delegados sindicais do sector para uma reunião, de forma a discutir e acordar acções e objectivos comuns de luta para o sector.


Mais artigos de: Trabalhadores

Dia nacional de luta

Organizações e activistas sindicais desmultiplicam-se em iniciativas de sensibilização para uma grande participação na jornada nacional de protesto convocada pela CGTP-IN.

Contratação violada

A organização de juventude da CGTP-IN denunciou, frente à Assembleia da República, dezenas de exemplos de desrespeito da contratação colectiva. O Governo não só não pune, como dá o mau exemplo.

A estratégia da CGTP

Mais do que um caderno reivindicativo, «Uma nova estratégia de desenvolvimento económico e social» pretende ser um instrumento para trabalhadores e sociedade.

Protestos para «acordar»

Na passada sexta-feira, quando os gerentes da Manuel Pereira Roldão começaram a ser julgados, o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Vidreira anunciou que vai realizar-se «um conjunto de acções de protesto, de modo a que as entidades com responsabilidades nesta matéria “acordem” para a realidade, se consciencializem...

Seguradoras descobrem «negociação informal»

A Associação Portuguesa de Seguradores recusou negociar formalmente a tabela salarial e desencadeou reuniões informais com sindicatos. O acordo que daqui resultou é «moeda de troca para a alteração do contrato colectivo de trabalho, à revelia dos interesses dos trabalhadores e da própria legalidade», denunciou o...

Exclusão no Ensino Especial

O anteprojecto de Reforma da Educação Especial e do Apoio Sócio-Educativo, divulgado pelo Governo, «constitui uma proposta extremamente retrógrada, por ser marcadamente segregacionista e excluidora», declarou a CGTP-IN, considerando que, caso entrasse em prática, «a exclusão passaria a ser a regra e a inclusão a...