A Europa do «directório»
Os mais altos responsáveis da Alemanha, França e Inglaterra reuniram-se na passada semana numa cimeira, em Berlim, para concertar posições à revelia dos restantes Estados-membros.
triunvirato pretende tomar as rédeas na condução da UE
A pretexto do objectivo de promover o crescimento económico em toda a Europa, o triunvirato apontou três vectores que todos os países deverão seguir: «a política de inovação, a política de mercado de trabalho e a política social».
A receita é conhecida, não passando de mais uma tentativa para aprofundar a ofensiva antisocial em curso na generalidade dos países europeus, com particular relevo nos mercados de trabalho e contra os sistemas de segurança social. Schroeder, Blair e Chirac reproduziram as mesmas afirmações já antes ouvidas, mas desta vez fizeram-no isoladamente e não no final de uma cimeira com todos os Estados-membros, mostrando assim que pretendem dirigir os destinos da União Europeia.
Jacques Chirac iniciou o seu discurso lembrando que a Alemanha, a França e a Grã-Bretanha representam mais de 50 por cento do Produto Interno Bruto da União Europeia e «é normal» que se reúnam para reflectir em conjunto.
O presidente francês acrescentou ainda não perceber «o sentido das críticas» à realização da Cimeira, a qual, na sua opinião não tem nada de «nada de revolucionário», sendo apenas uma forma de «falar de problemas gerais que interessam a toda a Europa».
«Só queremos dar novos impulsos, nada mais», garantiu o chanceler alemão Gerhard Schroeder, não escondendo que «o que decidimos diz respeito ao desenvolvimento dos nossos três países, mas também de toda a União Europeia».
As conclusões da reunião, que pela primeira vez contou com a participação dos ministros das Finanças, da Educação, Economia e Saúde dos três países, constam de uma carta dirigida à Comissão Europeia, à presidência irlandesa da UE e aos outros Estados membros da UE.
Nesta missiva, os três países consideram, nomeadamente, que a futura Comissão Europeia deverá ter um vice-presidente exclusivamente dedicado às reformas económicas, sublinhando que as tarefas deste novo responsável serão impulsionar o chamado Processo de Lisboa (que aposta nas liberalizações e na desregulamentação laboral), e coordenar o trabalho dos comissários cujas pastas estejam directamente ligadas à economia.
E para que não restassem dúvidas quanto à determinação dos subscritores da carta, Schroeder frisou que os três grandes da UE não se limitaram a falar sobre o assunto, mas tomaram uma decisão conjunta.
A receita é conhecida, não passando de mais uma tentativa para aprofundar a ofensiva antisocial em curso na generalidade dos países europeus, com particular relevo nos mercados de trabalho e contra os sistemas de segurança social. Schroeder, Blair e Chirac reproduziram as mesmas afirmações já antes ouvidas, mas desta vez fizeram-no isoladamente e não no final de uma cimeira com todos os Estados-membros, mostrando assim que pretendem dirigir os destinos da União Europeia.
Jacques Chirac iniciou o seu discurso lembrando que a Alemanha, a França e a Grã-Bretanha representam mais de 50 por cento do Produto Interno Bruto da União Europeia e «é normal» que se reúnam para reflectir em conjunto.
O presidente francês acrescentou ainda não perceber «o sentido das críticas» à realização da Cimeira, a qual, na sua opinião não tem nada de «nada de revolucionário», sendo apenas uma forma de «falar de problemas gerais que interessam a toda a Europa».
«Só queremos dar novos impulsos, nada mais», garantiu o chanceler alemão Gerhard Schroeder, não escondendo que «o que decidimos diz respeito ao desenvolvimento dos nossos três países, mas também de toda a União Europeia».
As conclusões da reunião, que pela primeira vez contou com a participação dos ministros das Finanças, da Educação, Economia e Saúde dos três países, constam de uma carta dirigida à Comissão Europeia, à presidência irlandesa da UE e aos outros Estados membros da UE.
Nesta missiva, os três países consideram, nomeadamente, que a futura Comissão Europeia deverá ter um vice-presidente exclusivamente dedicado às reformas económicas, sublinhando que as tarefas deste novo responsável serão impulsionar o chamado Processo de Lisboa (que aposta nas liberalizações e na desregulamentação laboral), e coordenar o trabalho dos comissários cujas pastas estejam directamente ligadas à economia.
E para que não restassem dúvidas quanto à determinação dos subscritores da carta, Schroeder frisou que os três grandes da UE não se limitaram a falar sobre o assunto, mas tomaram uma decisão conjunta.