«Mibel» traz carga negativa

A FSTIEP/CGTP-IN promoveu anteontem à tarde uma concentração, frente ao Centro Cultural de Belém, para denunciar as consequências negativas da constituição do Mercado Ibérico de Electricidade. A formação deste «Mibel» estava a ser formalizada, dentro do CCB, pelas assinaturas dos chefes de governo e ministros da Economia de Espanha e Portugal, num acto que se enquadra na política da UE, de liberalização e privatização da energia.
Para a Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Indústrias Eléctricas – que contou, nesta acção, com a presença solidária de uma delegação de sindicalistas espanhóis, da Confederação Intersindical da Galiza - a EDP deve manter-se como empresa do sector público e deve ser invertido o rumo seguido desde 1994.Um dirigente da FSTIEP alertou que, ao criar-se uma «bolsa ibérica de electricidade» a partir de Abril, a comercialização passa a ser livre e o mercado português ficará dependente de Espanha. José Luís Quinta, citado pela Agência Lusa, sublinhou que o «Mibel» põe em causa a capacidade de Portugal como país soberano, além de ameaçar a prática de um tarifário único para todo o País, o que faria o País regredir a antes de 1976, quando os preços da electricidade eram mais altos no interior do que nas grandes cidades.
Os manifestantes criticaram igualmente a destruição de emprego que se tem verificado no sector eléctrico, com consequências nefastas para o País e os consumidores. Em Portugal, nos últimos 15 anos, foram eliminados 14 mil postos de trabalho e a EDP encerrou instalações (tanto de atendimento ao público, como piquetes para acorrer a avarias) em 216 concelhos, afirmando a federação que, actualmente, apenas 850 mil consumidores têm a garantia de fornecimento de energia durante 24 horas por dia. Esta situação será agravada pela reestruturação em curso, que visa liquidar mais de 1500 empregos na EDP até 2005.


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