Vigília no Metro do Porto...

Os trabalhadores do Metro do Porto provenientes da CP e da REFER, realizaram uma vigília entre as 12 horas de dia 15 e as 16 horas de dia 16, frente à sede da empresa para exigir o pagamento integral dos salários que auferiam antes da transferência.
Segundo o Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário, a vigília foi a continuação da luta pela reposição da legalidade e pelo respeito pelos direitos deste trabalhadores, prejudicados pela administração do Metro, através de reduções significativas dos salários.
José Manuel Oliveira, da direcção do sindicato revelou ao Avante! que a maior parte destes trabalhadores está a auferir menos cerca de 500 euros por mês e que, como represália pelas lutas que têm encetado, a administração tem deixado estes trabalhadores sem qualquer ocupação.

...e na Ex-Sorefame

Os trabalhadores da Bobardier/Sorefame da Venda Nova, na Amadora, reunidos em plenário no passado dia 15, aprovaram uma moção a exigir medidas que viabilizem a continuidade da empresa, a partir de Março e marcaram uma greve com vigília de protesto para dia 27, frente ao Ministério dos Transportes, a partir das 14 horas.
A partir de Março, a Sorefame fica sem encomendas e está ameaçada de encerramento, apesar da necessidade por parte do Metro de Lisboa e do Metro do Porto e da CP, de encomendarem novas carruagens. A moção exige que o Ministério dos Transportes intervenha e reforça o pedido para a realização de um encontro para encontrar soluções que viabilizem a empresa.
Caso não sejam tomadas medidas que reponham a carteira de encomendas, os trabalhadores «farão tudo o que considerem necessário para defender a continuidade daquela unidade».

EMEF prepotente

O SNTSF, acusou a administração da Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário, EMEF, recentemente empossada, de tentar fazer caducar os actuais Acordos de Empresa para aplicar «o que de mais nefasto há no pacote laboral do Governo, dos patrões e da UGT». Segundo o comunicado emitido pelo sindicato na segunda-feira, a recentemente nomeada administração pretendia, num comunicado, ignorar que os contratos colectivos de trabalho e os Acordos de Empresa continuam em vigor e nenhuma das suas normas pode ser alterada.
O sindicato vai diligenciar junto da IGT e de outras instâncias, no sentido de pressionar a administração a recuar nestas suas pretensões. No ar, deixa o aviso: «no dia em que algum dos direitos consignados no AE for posto em causa», o sindicato avançará para a greve.


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