Festejando o 18 de Janeiro na Marinha Grande
Nas comemorações da revolta dos vidreiros da Marinha Grande de 1934, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Vidreira, Sérgio Moiteiro, alertou, domingo passado para a crise que atravessa o sector e recordou que só a luta dos trabalhadores em defesa dos seus direitos poderá garantir o futuro do sector e trabalho com dignidade.
O sindicalista denunciou a reestruturação que teve lugar no sector de cristalaria, de 10 de Outubro de 1994 a 31 de Dezembro de 1999, por não ter sido delineada qualquer política concertada, de forma a garantir a viabilidade do sector. A consequência foi cada empresa ter optado pelo seu próprio projecto, levando à perda de cerca de 700 postos de trabalho no sector. Segundo Sérgio Moiteiro, a continuação desta situação poderá provocar a supressão de mais postos de trabalho.
O dirigente também recordou a situação na Manuel Pereira Roldão, cujos trabalhadores ainda esperam os créditos que lhes são devidos. As instalações já estão vendidas mas o tribunal ainda não decretou o pagamento. Amanhã decorre mais uma sessão do julgamento dos ex-administradores da empresa, acusados pelo sindicato de se terem apropriado de cerca de um milhão de contos da empresa, entre 1991 e 1994.
Também na Mandata, agora desactivada, os 200 trabalhadores estão sem saber como vai ser o futuro, enquanto na Mortensen, o tribunal tomou uma atitude pouco prestigiante, segundo o sindicato, uma vez que decidiu indemnizar apenas alguns trabalhadores.
Comemoração
A comemoração teve início na quinta-feira, dia 15, a realização de um colóquio sobre as leis laborais e a luta dos trabalhadores, a participação de dirigentes sindicais e activistas. O dia seguinte deu lugar a vários acontecimentos desportivos e musicais que assinalaram a data da revolta dos vidreiros. No dia 18 realizou-se a romagem aos cemitérios de Casal Galego e da Marinha Grande para homenagear os combatentes de 1934, tendo-se seguido um comício na Praça do Vidreiro onde, além de Sérgio Moiteiro, interveio também o secretário-geral da CGTP-IN.
Manuel Carvalho da Silva exortou os trabalhadores a defenderem os seus direitos através da luta pela dignificação dos seus postos de trabalho, em defesa da contratação colectiva e dando combate às consequências do Código do Trabalho. O dirigente recordou que «as forças de direita e da extrema-direita estão no poder e extremamente activas» e salientou a urgente necessidade dos trabalhadores darem resposta a uma política governamental que despreza os trabalhadores, numa «lógica mesquinha» de «contabilização de tostões».
O sindicalista denunciou a reestruturação que teve lugar no sector de cristalaria, de 10 de Outubro de 1994 a 31 de Dezembro de 1999, por não ter sido delineada qualquer política concertada, de forma a garantir a viabilidade do sector. A consequência foi cada empresa ter optado pelo seu próprio projecto, levando à perda de cerca de 700 postos de trabalho no sector. Segundo Sérgio Moiteiro, a continuação desta situação poderá provocar a supressão de mais postos de trabalho.
O dirigente também recordou a situação na Manuel Pereira Roldão, cujos trabalhadores ainda esperam os créditos que lhes são devidos. As instalações já estão vendidas mas o tribunal ainda não decretou o pagamento. Amanhã decorre mais uma sessão do julgamento dos ex-administradores da empresa, acusados pelo sindicato de se terem apropriado de cerca de um milhão de contos da empresa, entre 1991 e 1994.
Também na Mandata, agora desactivada, os 200 trabalhadores estão sem saber como vai ser o futuro, enquanto na Mortensen, o tribunal tomou uma atitude pouco prestigiante, segundo o sindicato, uma vez que decidiu indemnizar apenas alguns trabalhadores.
Comemoração
A comemoração teve início na quinta-feira, dia 15, a realização de um colóquio sobre as leis laborais e a luta dos trabalhadores, a participação de dirigentes sindicais e activistas. O dia seguinte deu lugar a vários acontecimentos desportivos e musicais que assinalaram a data da revolta dos vidreiros. No dia 18 realizou-se a romagem aos cemitérios de Casal Galego e da Marinha Grande para homenagear os combatentes de 1934, tendo-se seguido um comício na Praça do Vidreiro onde, além de Sérgio Moiteiro, interveio também o secretário-geral da CGTP-IN.
Manuel Carvalho da Silva exortou os trabalhadores a defenderem os seus direitos através da luta pela dignificação dos seus postos de trabalho, em defesa da contratação colectiva e dando combate às consequências do Código do Trabalho. O dirigente recordou que «as forças de direita e da extrema-direita estão no poder e extremamente activas» e salientou a urgente necessidade dos trabalhadores darem resposta a uma política governamental que despreza os trabalhadores, numa «lógica mesquinha» de «contabilização de tostões».