Autarca comunista critica PSD e GEOTA

Inserção social em Almada

A presidente da Câmara de Almada considera «inaceitáveis» as críticas da GEOTA e de um autarca do PSD ao Programa Polis da Costa da Caparica.

As críticas do social-democrata são ilegítimas e desonestas

O plano de pormenor do Jardim Urbano do Programa de Requalificação Urbana e Valorização Ambiental das Cidades (Polis) da Costa de Caparica - cuja consulta pública terminou no início do mês - propõe libertar a Mata de Santo António de um aglomerado de barracas, dotando-a a área degradada de um parque, equipamentos de lazer e 144 fogos (construídos em banda e com dois pisos).
Na passada semana, à margem de um encontro com a imprensa, destinado a apresentar o orçamento para 2004, Maria Emília de Sousa, presidente da Câmara Municipal de Almada, recordou que o presidente da Junta de Freguesia da Costa de Caparica aprovou há dois anos, em Assembleia Municipal, o plano de intervenção do Polis e que o GEOTA, em representação das organizações ambientalistas nacionais, integra a Comissão Local de Acompanhamento do mesmo programa.
Maria Emília de Sousa entende, neste contexto, que as críticas do social-democrata António Neves e dos ambientalistas são «ilegítimas» e «desonestas». «Há uma certa desonestidade intelectual quando se fala em inserção social, mas depois se diz que ali não se pode construir nada para realojamento. Então, pergunto, a inserção social é deslocar as pessoas para onde? É não dar casas?», questionou, defendendo o realojamento dos clandestinos em Santo António.
O plano de pormenor do Jardim Urbano, que terá de ser ratificado em Conselho de Ministros, altera o Plano Director Municipal de Almada, uma vez que define como espaço urbanizável de média densidade uma área classificada como espaço verde de recreio e lazer.
Estimado em 93,6 milhões de euros, o plano de actividades da Câmara de Almada para 2004 prevê, entre outras obras, a conclusão do novo teatro municipal e da Via Alternativa ao Monte de Caparica.


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