Criar a unidade na banca

Os bancários comunistas de Lisboa consideram necessário unir todos os trabalhadores do sector contra a situação actual que se vive na banca, que consideram de «quase escravatura». Em comunicado de Novembro, o sector dos bancários de Lisboa do PCP reafirma a necessidade de uma alternativa sindical para o sector, a nível nacional, que combata a actual situação.
O PCP acusa a UGT de não promover a unidade dos bancários em defesa dos seus direitos. Para os comunistas do sector, assinar com os banqueiros acordos que retiram direitos aos trabalhadores não favorece a unidade. Tal como o não faz a aceitação de tabelas salariais que reduzem os salários reais, a criação de federações de cúpula ou, mais recentemente, a expulsão das Listas Unitárias da actividade sindical.
A concepção sindical que os comunistas defendem é a da CGTP, afirma-se em comunicado. Considera o sector dos bancários de Lisboa do PCP que o sindicalismo da Intersindical é unitário, democrático, de classe e de massas, e independente do patronato, do Estado, dos governos ou dos partidos.
Quanto à UGT, ao criar as tendências, dividiu os trabalhadores consoante as suas opções partidárias. O PCP, por outro lado, defende a unidade dos trabalhadores em torno da defesa dos seus interesses concretos, independentemente de opções políticas ou ideológicas. Os comunistas entendem que a tendência para a divisão, por parte da UGT, remonta ao dia da sua criação, em 1977. O aparecimento desta central sindical veio dividir o movimento sindical, até então unido em torno da resolução do Congresso de Todos os Sindicatos. Curiosamente, ou não, na fundação UGT estiveram presentes Mário Soares, Francisco Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa, à época líderes do PS, PSD e CDS, recordam os comunistas.


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