Protestos em Londres contra Bush
O presidente norte-americano, George W. Bush, chegou anteontem, terça-feira, à Grã-Bretanha rodeado por uma «bolha» segurança, como ele próprio afirmou a «The Sun», que mobiliza 6 mil polícias e mantém outros 10 mil em alerta máximo.
Feitas as contas, um em cada nove polícias britânicos estão destacados para defender Bush, tanto de eventuais ameaças de terrorismo como dos protestos de mais de 100 000 manifestantes esperados em Londres, numa operação cujos custos ascendem a 7 milhões de libras, de acordo com a imprensa internacional.
O chefe da Casa Branca conta ainda com a protecção de 250 agentes secretos norte-americanos.
O aparato não desmobilizou os protestos contra a guerra - a própria polícia britânica prevê que hoje desfilem 100 mil pessoas de Trafalgar Square até Whitehall - convocados pela organização «Stop the War».
Entretanto, segundo uma sondagem publicada pelo «Times», 60 por cento dos britânicos (e entre as mulheres, 67 por cento) condenam a política de Bush no Iraque, contra apenas 20 por cento que a aprovam.
A maioria (59 por cento) considera ainda que a administração de Bush é negativa para a imagem dos EUA no mundo, enquanto 47 por cento acham que o presidente norte-americano não está à altura das suas responsabilidades.
Relatório da CIA
A chegada de Bush a Londres foi antecedida pela divulgação, nos EUA, de um relatório da CIA que traça um panorama negro das perspectivas no Iraque para as forças de ocupação.
Segundo afirma a «Knight Ridder Newspapers», uma cadeia norte-americana de 31 jornais, com base em declarações de dois altos funcionários do governo, cujo nome não é revelado, o documento reconhece que um número crescente de iraquianos chegou à conclusão de que os EUA podem ser derrotados através da luta de guerrilha, pelo que passou a apoiar a resistência. O grande «risco» é que xiitas e sunitas se unam contra os ocupantes, o que ditaria o fracasso dos EUA no Iraque.
A análise da CIA sugere que a política da Casa Branca no Iraque chegou a um «turning point» (ponto de viragem), e que as questões que hoje se colocam são de como responder aos ataques da resistência e acelerar a transferência de poder político para os iraquianos. O documento é particularmente crítico para as instituições políticas iraquianas instaladas pelos EUA, que se mostraram incapazes de levar a cabo a sua função de transformar os ocupantes em libertadores.
Feitas as contas, um em cada nove polícias britânicos estão destacados para defender Bush, tanto de eventuais ameaças de terrorismo como dos protestos de mais de 100 000 manifestantes esperados em Londres, numa operação cujos custos ascendem a 7 milhões de libras, de acordo com a imprensa internacional.
O chefe da Casa Branca conta ainda com a protecção de 250 agentes secretos norte-americanos.
O aparato não desmobilizou os protestos contra a guerra - a própria polícia britânica prevê que hoje desfilem 100 mil pessoas de Trafalgar Square até Whitehall - convocados pela organização «Stop the War».
Entretanto, segundo uma sondagem publicada pelo «Times», 60 por cento dos britânicos (e entre as mulheres, 67 por cento) condenam a política de Bush no Iraque, contra apenas 20 por cento que a aprovam.
A maioria (59 por cento) considera ainda que a administração de Bush é negativa para a imagem dos EUA no mundo, enquanto 47 por cento acham que o presidente norte-americano não está à altura das suas responsabilidades.
Relatório da CIA
A chegada de Bush a Londres foi antecedida pela divulgação, nos EUA, de um relatório da CIA que traça um panorama negro das perspectivas no Iraque para as forças de ocupação.
Segundo afirma a «Knight Ridder Newspapers», uma cadeia norte-americana de 31 jornais, com base em declarações de dois altos funcionários do governo, cujo nome não é revelado, o documento reconhece que um número crescente de iraquianos chegou à conclusão de que os EUA podem ser derrotados através da luta de guerrilha, pelo que passou a apoiar a resistência. O grande «risco» é que xiitas e sunitas se unam contra os ocupantes, o que ditaria o fracasso dos EUA no Iraque.
A análise da CIA sugere que a política da Casa Branca no Iraque chegou a um «turning point» (ponto de viragem), e que as questões que hoje se colocam são de como responder aos ataques da resistência e acelerar a transferência de poder político para os iraquianos. O documento é particularmente crítico para as instituições políticas iraquianas instaladas pelos EUA, que se mostraram incapazes de levar a cabo a sua função de transformar os ocupantes em libertadores.