Ferroviários em greve
Os ferroviários austríacos entraram passada semana, dia 12, em greve por tempo ilimitados para protestar contra a reestruturação da Sociedade Nacional de Caminhos de Ferro ÖBB.
Num país habituado à concertação social, o anúncio de uma greve «ilimitada» foi recebido com surpresa tanto mais que, desde 1945, que esta forma de luta não era utilizada num sector fundamental.
A decisão foi tomada poucas horas poucas horas depois de o conselho de ministros ter aprovado uma controversa reforma que deverá ser votada no início de Dezembro pelo parlamento.
A Áustria é o país da Europa como maior tráfego ferroviário de mercadorias, tendo na ÖBB, que emprega 47 mil trabalhadores, a sua maior empresa. Alegando a necessidade de reduzir o défice e o endividamento, calculado em 10 mil milhões de euros, o Governo pretende dividi-la em quatro: transporte de passageiros, manutenção e gestão, frete e construção de novas infra-estruturas, seguindo um modelo já experimentado na Alemanha ou na Suécia.
A coligação de direita está igualmente empenhada em reduzir o que apelida de «privilégios» de que beneficiam os ferroviários, apesar de o grosso dos direitos não se aplicarem aos trabalhadores contratados a partir de 1990. «Numa empresa moderna, não é aceitável que, em 40 mil assalariados, 40 mil não possam ser despedidos», afirmou o vice-chanceler e ministro dos Transportes, Hubert Gorbach, membro do FPÖ (o partido de extrema-direita que Haider levou ao poder).
A ofensiva visa ainda cortar nas prerrogativas dos eleitos nos conselhos de empresa e sobretudo pôr em causa as convenções colectivas. Apoiados pela poderosas conferedação sindical ÖGB, e pela oposição social democrata e ecologista, os trabalhadores da ÖBB lutam ainda pela defesa de um serviço público que está ameaçado pelos planos de liberalização.
Num país habituado à concertação social, o anúncio de uma greve «ilimitada» foi recebido com surpresa tanto mais que, desde 1945, que esta forma de luta não era utilizada num sector fundamental.
A decisão foi tomada poucas horas poucas horas depois de o conselho de ministros ter aprovado uma controversa reforma que deverá ser votada no início de Dezembro pelo parlamento.
A Áustria é o país da Europa como maior tráfego ferroviário de mercadorias, tendo na ÖBB, que emprega 47 mil trabalhadores, a sua maior empresa. Alegando a necessidade de reduzir o défice e o endividamento, calculado em 10 mil milhões de euros, o Governo pretende dividi-la em quatro: transporte de passageiros, manutenção e gestão, frete e construção de novas infra-estruturas, seguindo um modelo já experimentado na Alemanha ou na Suécia.
A coligação de direita está igualmente empenhada em reduzir o que apelida de «privilégios» de que beneficiam os ferroviários, apesar de o grosso dos direitos não se aplicarem aos trabalhadores contratados a partir de 1990. «Numa empresa moderna, não é aceitável que, em 40 mil assalariados, 40 mil não possam ser despedidos», afirmou o vice-chanceler e ministro dos Transportes, Hubert Gorbach, membro do FPÖ (o partido de extrema-direita que Haider levou ao poder).
A ofensiva visa ainda cortar nas prerrogativas dos eleitos nos conselhos de empresa e sobretudo pôr em causa as convenções colectivas. Apoiados pela poderosas conferedação sindical ÖGB, e pela oposição social democrata e ecologista, os trabalhadores da ÖBB lutam ainda pela defesa de um serviço público que está ameaçado pelos planos de liberalização.