Desigualdades agravadas
As taxas médias de desemprego nas regiões da União Europeia variam entre dois e 29,3 por cento. Apesar das declarações políticas, a Europa do pleno emprego é uma miragem.
O desemprego ultrapassa o dobro da média europeia em 39 regiões da futura UE
Um estudo do Eurostat, divulgado na segunda-feira, evidencia as profundas disparidades que continuam a separar as regiões mais ricas e mais pobres dos actuais 15 estados-membros. No anos de 2002, as taxas de desemprego observadas pelo gabinete de estatísticas europeias oscilavam entre um mínimo de dois por cento na região do Tyrol, na Áustria, e um máximo de 29,3 por cento na ilha francesa da Reunião.
Este fosso era, no mesmo ano, ligeiramente inferior no seio dos dez países candidatos, variando entre um mínimo de 3,3 por cento no Chipre e um máximo de 26,3 por cento na região Polaca de Lubuskie.
Entre 2001 e 2002, indica o Eurostat, o desemprego aumentou em perto de dois terços das 211 regiões da UE, o mesmo se passando em 60 por cento das 40 regiões de nível 2 dos países em vias de aderirem à UE. Todavia, em metade das regiões destes estados, o desemprego é duas vezes superior à actual média da União Europeia.
Entre as 211 regiões definidas pelo Eurostat nos 15 estados-membros, apenas 43 registavam um desemprego igual ou inferior a 3,9 por cento, ou seja metade da média europeia (7,8%). Estas regiões privilegiadas incluem 11 das 12 regiões austríacas, sete das nove regiões holandesas e dez regiões do Reino Unido. Segundo este critério, apenas as regiões autónomas da Madeira e Açores são incluídas, ambas com taxas de 2,5 por cento.
No extremo oposto, com o desemprego igual ou superior a 15,6 por cento, encontram-se 20 regiões mais de encontram-se 20 regiões, das quais dez na Alemanha, quatro em Itália e quatro em França e duas em Espanha. Segundo o Eurostat, nenhuma região portuguesa atinge ou ultrapassa o dobro da taxa média europeia.
Nos países candidatos, das 40 regiões estudadas apenas o Chipre e a região de Praga na República Checa estavam abaixo de metade da média da União, 11 apresentavam uma taxa igual ou inferior à da UE e 19 registavam níveis de desemprego duas vezes superiores ao europeu (16 na Polónia e três na República Checa).
Situações extremas
Quanto ao desemprego feminino, destacam-se pela negativa as regiões da Calábria, em Itália, com 35,6 por cento e a Reunião, em França, com 32,1 por cento. Nos países da adesão, o desemprego feminino atinge um máximo de 27,7 por cento na região da Polónia de Warminsko-Mazurskie.
As disparidades regionais atingem ainda com maior gravidade os jovens com menos de 25 anos. Na UE, em 2002, o desemprego juvenil variava entre 3,4 por cento no Tyrol austríaco e os 59,5 por cento em Campânia, na Itália.
Nos dez candidatos, a menor taxa foi registada no Chipre, com 7,7 por cento e a maior na região de Zachodniopomorskie, na Polónia, de 54,6 por cento. De resto, em cinco regiões da UE e em quatro dos países em vias de aderirem, mais de metade dos jovens com menos de 25 anos desempregados
Este fosso era, no mesmo ano, ligeiramente inferior no seio dos dez países candidatos, variando entre um mínimo de 3,3 por cento no Chipre e um máximo de 26,3 por cento na região Polaca de Lubuskie.
Entre 2001 e 2002, indica o Eurostat, o desemprego aumentou em perto de dois terços das 211 regiões da UE, o mesmo se passando em 60 por cento das 40 regiões de nível 2 dos países em vias de aderirem à UE. Todavia, em metade das regiões destes estados, o desemprego é duas vezes superior à actual média da União Europeia.
Entre as 211 regiões definidas pelo Eurostat nos 15 estados-membros, apenas 43 registavam um desemprego igual ou inferior a 3,9 por cento, ou seja metade da média europeia (7,8%). Estas regiões privilegiadas incluem 11 das 12 regiões austríacas, sete das nove regiões holandesas e dez regiões do Reino Unido. Segundo este critério, apenas as regiões autónomas da Madeira e Açores são incluídas, ambas com taxas de 2,5 por cento.
No extremo oposto, com o desemprego igual ou superior a 15,6 por cento, encontram-se 20 regiões mais de encontram-se 20 regiões, das quais dez na Alemanha, quatro em Itália e quatro em França e duas em Espanha. Segundo o Eurostat, nenhuma região portuguesa atinge ou ultrapassa o dobro da taxa média europeia.
Nos países candidatos, das 40 regiões estudadas apenas o Chipre e a região de Praga na República Checa estavam abaixo de metade da média da União, 11 apresentavam uma taxa igual ou inferior à da UE e 19 registavam níveis de desemprego duas vezes superiores ao europeu (16 na Polónia e três na República Checa).
Situações extremas
Quanto ao desemprego feminino, destacam-se pela negativa as regiões da Calábria, em Itália, com 35,6 por cento e a Reunião, em França, com 32,1 por cento. Nos países da adesão, o desemprego feminino atinge um máximo de 27,7 por cento na região da Polónia de Warminsko-Mazurskie.
As disparidades regionais atingem ainda com maior gravidade os jovens com menos de 25 anos. Na UE, em 2002, o desemprego juvenil variava entre 3,4 por cento no Tyrol austríaco e os 59,5 por cento em Campânia, na Itália.
Nos dez candidatos, a menor taxa foi registada no Chipre, com 7,7 por cento e a maior na região de Zachodniopomorskie, na Polónia, de 54,6 por cento. De resto, em cinco regiões da UE e em quatro dos países em vias de aderirem, mais de metade dos jovens com menos de 25 anos desempregados