Intervir nas empresas
Francisco Lopes, membro da Comissão Política do PCP, participou na passada semana em Almada num debate em torno do lançamento do livro Sobre a célula de empresa, no qual participaram várias dezenas de militantes. O dirigente comunista começou por caracterizar a actual situação socio-laboral que se vive no País, insistindo na ideia de que pacote laboral e as leis que compõem a chamada «reforma do sistema político» têm o objectivo comum de limitar a organização e acção dos trabalhadores e, no caso do sistema político, da sua expressão política, o PCP.
Avaliando as dificuldades, Francisco Lopes assegurou que «quaisquer que seja a realidade, há que criar condições para que o Partido exista e se reforce». Se o fascismo não impediu o PCP de se reforçar, não será a realidade actual que o fará, afirmou.
O dirigente comunista lembrou que actualmente não chegam a 9 por cento os detentores dos meios de produção em Portugal e que mais de 80 por cento da população activa é assalariada. Lembrando que a polarização de classe é muito intensa no País, Francisco Lopes passou em revista a actual ofensiva do patronato e do Governo contra os trabalhadores, os seus direitos e as suas forças organizadas. Para concluir: «o nosso Partido é hoje ainda mais necessário.»
Desmentindo que as grandes empresas acabaram, o membro da Comissão Política lembrou a existência de várias com mais de mil trabalhadores. E desvalorizou o facto de grandes concentrações de trabalhadores serem hoje da área dos serviços, pois as condições de trabalho neste sector são hoje muito diferentes.
Assumida foi a necessidade de organizar o Partido nas empresas, dotando-o de uma voz própria. Para Francisco Lopes, o livro pode ser uma grande ajuda, já que reúne uma experiência colectiva de milhares de membros do Partido, ao longo de várias décadas de intervenção, nas mais variadas condições. «É um livro simples, não pretencioso», considera o dirigente do PCP. Um livro que está desactualizado desde o dia em que saiu. Porque a experiência «acumula-se todos os dias», rematou.
Avaliando as dificuldades, Francisco Lopes assegurou que «quaisquer que seja a realidade, há que criar condições para que o Partido exista e se reforce». Se o fascismo não impediu o PCP de se reforçar, não será a realidade actual que o fará, afirmou.
O dirigente comunista lembrou que actualmente não chegam a 9 por cento os detentores dos meios de produção em Portugal e que mais de 80 por cento da população activa é assalariada. Lembrando que a polarização de classe é muito intensa no País, Francisco Lopes passou em revista a actual ofensiva do patronato e do Governo contra os trabalhadores, os seus direitos e as suas forças organizadas. Para concluir: «o nosso Partido é hoje ainda mais necessário.»
Desmentindo que as grandes empresas acabaram, o membro da Comissão Política lembrou a existência de várias com mais de mil trabalhadores. E desvalorizou o facto de grandes concentrações de trabalhadores serem hoje da área dos serviços, pois as condições de trabalho neste sector são hoje muito diferentes.
Assumida foi a necessidade de organizar o Partido nas empresas, dotando-o de uma voz própria. Para Francisco Lopes, o livro pode ser uma grande ajuda, já que reúne uma experiência colectiva de milhares de membros do Partido, ao longo de várias décadas de intervenção, nas mais variadas condições. «É um livro simples, não pretencioso», considera o dirigente do PCP. Um livro que está desactualizado desde o dia em que saiu. Porque a experiência «acumula-se todos os dias», rematou.