Mais um exemplo de má gestão!
A Câmara Municipal de Évora vai ter que indemnizar em «milhares de contos» o consórcio construtor das obras de arranjo paisagístico, iniciados recentemente, entre as Portas do Raimundo e de Alconchel, por estar ultrapassado largamente o prazo que a lei estabelece entre a adjudicação e a consignação da obra pública.
Quem o denuncia são os vereadores da CDU no Executivo municipal, em nota enviada ao Avante!, onde acusam a actual gestão camarária, presidida por José Ernesto, de prejudicar os eborenses.
Importa referir que a execução das obras em questão foi aprovada por unanimidade na reunião pública de Câmara de 28 de Novembro de 2001. Na mesma reunião foram apresentados os projectos pelos seus autores, o arquitecto Caldeira Cabral e o escultor João Cutileiro.
Quando o governo do PS, presidido por António Guterres, apresentou ao País o Programa de Requalificação Urbana designado por «POLIS», o Executivo CDU candidatou ao referido programa um conjunto de obras estratégicas para o centro histórico e envolvente às muralhas, que orçava os 7,5 milhões de contos.
«O então ministro José Socrates alegou que Évora já tinha um elevado nível de requalificação pelo que só justificava um milhão de contos de apoio do Governo, num orçamento global de 160 milhões de contos para as quatro cidades classificadas Património da Humanidade», relatam os vereadores comunistas, sublinhando que «a discriminação negativa em relação à cidade de Évora foi de tal monta que as outras três cidades de gestão maioritária do PS foram todas beneficiadas por outros programas de recuperação urbanística em vários milhões de contos».
Entretanto, continuam, na última reunião de Câmara, que se realizou no passado mês de Outubro, o vereador responsável pelo pelouro das obras admitiu não estar ainda decidido o local de colocação do conjunto escultórico que João Cutileiro tinha concebido para a rotunda das Portas do Raimundo.
«É assim que se vão arrastando as obras com graves prejuízos para o município e para a população. É assim que a Câmara Municipal de Évora vem indemnizando os empreiteiros em dezenas de milhares de euros, por não cumprir os compromissos assumidos, manifestando um total desprezo pelos cofres municipais», acusam os vereadores do PCP.
Quem o denuncia são os vereadores da CDU no Executivo municipal, em nota enviada ao Avante!, onde acusam a actual gestão camarária, presidida por José Ernesto, de prejudicar os eborenses.
Importa referir que a execução das obras em questão foi aprovada por unanimidade na reunião pública de Câmara de 28 de Novembro de 2001. Na mesma reunião foram apresentados os projectos pelos seus autores, o arquitecto Caldeira Cabral e o escultor João Cutileiro.
Quando o governo do PS, presidido por António Guterres, apresentou ao País o Programa de Requalificação Urbana designado por «POLIS», o Executivo CDU candidatou ao referido programa um conjunto de obras estratégicas para o centro histórico e envolvente às muralhas, que orçava os 7,5 milhões de contos.
«O então ministro José Socrates alegou que Évora já tinha um elevado nível de requalificação pelo que só justificava um milhão de contos de apoio do Governo, num orçamento global de 160 milhões de contos para as quatro cidades classificadas Património da Humanidade», relatam os vereadores comunistas, sublinhando que «a discriminação negativa em relação à cidade de Évora foi de tal monta que as outras três cidades de gestão maioritária do PS foram todas beneficiadas por outros programas de recuperação urbanística em vários milhões de contos».
Entretanto, continuam, na última reunião de Câmara, que se realizou no passado mês de Outubro, o vereador responsável pelo pelouro das obras admitiu não estar ainda decidido o local de colocação do conjunto escultórico que João Cutileiro tinha concebido para a rotunda das Portas do Raimundo.
«É assim que se vão arrastando as obras com graves prejuízos para o município e para a população. É assim que a Câmara Municipal de Évora vem indemnizando os empreiteiros em dezenas de milhares de euros, por não cumprir os compromissos assumidos, manifestando um total desprezo pelos cofres municipais», acusam os vereadores do PCP.