Museu da Cidade de Almada

Retrata a história de costumes

O Museu da Cidade de Almada, inaugurado sábado, evoca poetas portugueses para conduzir o visitante pelas histórias e costumes do concelho.

O visitante é convidado a descobrir os modos de vida locais

Dividindo-se em dois edifícios, o novo equipamento municipal alberga duas exposições.
Uma delas, de longa duração, sobre a história da cidade e do concelho de Almada desde os primórdios da ocupação humana até à actualidade, e outra temporária, que, até Fevereiro de 2004, apresenta trabalhos do fotógrafo Júlio Diniz.
A exposição de longa duração, renovada de três em três anos, fica instalada na remodelada casa senhorial da antiga Quinta dos Frades, na Cova da Piedade, enquanto a mostra temporária ocupa um edifício construído de raiz, mesmo ao lado.
Os trabalhos de construção e equipamento do museu custaram cerca de 7,5 milhões de euros e foram comparticipadas em dois milhões por fundos comunitários.
À entrada do museu, o visitante «dá de caras» com o primeiro poeta português: Ary dos Santos. Uma parede em betão armado onde se lê «A cidade é um poro, um pulmão que respira», extracto de um poema da sua autoria, faz a primeira incursão no universo citadino.
Seguem-se, ao longo do museu, evocações a José Cardoso Pires, José Afonso, António Gedeão e ao italiano Italo Calvino.
No edifício das exposições de longa duração, uma escultura do catalão Josep Bofill - em que várias figuras humanas despidas sobem varas de metal ao som de barcos e carros - simboliza, de acordo com o artista, «a energia urbana, o coração da cidade construída a pulso».
No primeiro andar é possível recordar, em filme, as inaugurações do Cristo-Rei, da Ponte 25 de Abril, do comboio da praia da Costa de Caparica e as festas populares da Cova da Piedade.
Também se fica a conhecer a dimensão do concelho de Almada através de uma maqueta interactiva, onde, a um toque de um botão, se identificam ruas, igrejas, escolas, meios de transporte, monumentos e se percepciona a evolução histórica do território desde 1948 até 2000.

Modos de vida

Neste espaço, o visitante é ainda convidado a descobrir os modos de vida locais. Vitrinas com pautas de música, máquinas de projectar filmes, programas de espectáculos de teatro e sapatos de bailarina evocam diferentes expressões artísticas e de lazer.
Uma máquina de fazer rolhas de cortiça, uma pipa e uma hélice de um navio recordam actividades extintas e que marcaram a história de Almada, tais como as indústrias corticeiras e da construção naval e a tanoaria.
Preciosidades como bilhetes de furgoneta, motocicleta e carroça de um animal remetem o visitante para a temática da mobilidade e dos transporte públicos.
A incursão na vida de Almada termina com a projecção de um filme sobre a cidade, nas suas vertentes económica, cultural, social, urbanística e paisagística.
A exposição de Júlio Diniz, fotógrafo local que doou todo o seu espólio ao museu, engloba uma série de trabalhos desde os anos 40 até finais da década de 70, que retractam lugares típicos, como as praias da Costa de Caparica e o cais do Ginjal, e as primeiras eleições democráticas em Almada.
Aberto de terça a sábado, entre as 10 e as 18 horas, o museu dispõe de um centro de documentação, uma loja e uma cafetaria.


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