Associações abandonam reunião com ministra
A ministra do Ensino Superior recusou-se a discutir a revogação da lei das propinas, num encontro com representantes estudantis. Como resposta, algumas associações saíram na reunião.
A ministra da Ciência e do Ensino Superior reuniu-se com 14 associações e federações estudantis de instituições públicas e privadas, na sexta-feira. Apesar de Maria da Graça Carvalho se ter congratulado «com o espírito dialogante que presidiu a estes primeiros contactos», três plataformas abandonaram os trabalhos.
A Associação Académica da Universidade de Aveiro (AAUAv) foi a primeira a sair da reunião, menos de hora e meia depois do seu início, «porque a ministra respondeu negativamente a um repto para discutir a revogação da lei das propinas», como explicou o dirigente José Ricardo Alves. «Íamos mandatados pela nossa assembleia-geral para provocar esta discussão e não para perder tempo com paliativos», especificou.
Também a Associação Académica da Universidade da Beira Interior e a Associação Académica de Lisboa (AAL) saíram da reunião com Maria da Graça Carvalho. Através de um comunicado, a AAL assegurou que «não negociará mais com esta tutela» nem «perderá mais tempo ou recursos a ler relatórios da OCDE à senhora ministra».
«A AAL continuará a apoiar as muitas associações de estudantes que seguiram um caminho de contestação a esta política de asfixia do ensino superior e a esta hipoteca do futuro de Portugal», afirma a associação, assegurando que «espera pela revogação desta lei» para recomeçar o diálogo com a tutela.
«A greve nacional de 21 de Outubro e a manifestação nacional de 5 de Novembro não serão o final de uma luta, nem sequer o ponto alto de um processo, serão o início de uma nova fase», declara a AAL.
Monólogo
A Federação Académica do Porto (FAP) – que permaneceu na reunião até ao fim – afirmou que «não há nada de novo nem relevante». «Esta reunião confirmou triste e lamentavelmente as piores expectativas dos estudantes. As nossas propostas não foram acolhidas e vamos seguir o plano de contestação de rua e nos tribunais», disse Nuno Mendes, presidente da FAP, que adiantou que a ministra «garantiu que nas prescrições e propinas não vai mexer».
A Associação Académica de Coimbra (AAC) anunciou antecipadamente que não iria participar no encontro. «A reunião é, aparentemente, para discutir os problemas do ensino superior. Será mais uma vez um monólogo», declarou Vítor Hugo Salgado, presidente da AAC. A academia está «por princípio aberta ao diálogo com o Governo e com os ministros», mas recusa-se a entrar em conversações «depois da nova ministra ter afirmado que não mudaria uma vírgula à estratégia do antecessor».
A Associação Académica da Universidade de Aveiro (AAUAv) foi a primeira a sair da reunião, menos de hora e meia depois do seu início, «porque a ministra respondeu negativamente a um repto para discutir a revogação da lei das propinas», como explicou o dirigente José Ricardo Alves. «Íamos mandatados pela nossa assembleia-geral para provocar esta discussão e não para perder tempo com paliativos», especificou.
Também a Associação Académica da Universidade da Beira Interior e a Associação Académica de Lisboa (AAL) saíram da reunião com Maria da Graça Carvalho. Através de um comunicado, a AAL assegurou que «não negociará mais com esta tutela» nem «perderá mais tempo ou recursos a ler relatórios da OCDE à senhora ministra».
«A AAL continuará a apoiar as muitas associações de estudantes que seguiram um caminho de contestação a esta política de asfixia do ensino superior e a esta hipoteca do futuro de Portugal», afirma a associação, assegurando que «espera pela revogação desta lei» para recomeçar o diálogo com a tutela.
«A greve nacional de 21 de Outubro e a manifestação nacional de 5 de Novembro não serão o final de uma luta, nem sequer o ponto alto de um processo, serão o início de uma nova fase», declara a AAL.
Monólogo
A Federação Académica do Porto (FAP) – que permaneceu na reunião até ao fim – afirmou que «não há nada de novo nem relevante». «Esta reunião confirmou triste e lamentavelmente as piores expectativas dos estudantes. As nossas propostas não foram acolhidas e vamos seguir o plano de contestação de rua e nos tribunais», disse Nuno Mendes, presidente da FAP, que adiantou que a ministra «garantiu que nas prescrições e propinas não vai mexer».
A Associação Académica de Coimbra (AAC) anunciou antecipadamente que não iria participar no encontro. «A reunião é, aparentemente, para discutir os problemas do ensino superior. Será mais uma vez um monólogo», declarou Vítor Hugo Salgado, presidente da AAC. A academia está «por princípio aberta ao diálogo com o Governo e com os ministros», mas recusa-se a entrar em conversações «depois da nova ministra ter afirmado que não mudaria uma vírgula à estratégia do antecessor».