Perturbações na Petrogal

A Comissão Central de Trabalhadores da Petrogal espera que os accionistas portugueses da Galp Energia, na próxima assembleia geral, tomem decisões para pôr termo a «uma gestão autocrática, que vem sendo consentida e que, sob a capa de uma demagógica redução de custos, desenvolve uma política de pessoal condenada».
Em carta remetida na segunda-feira, a CCT denuncia «um crescente mal estar, claramente prejudicial ao quotidiano empresarial, pernicioso para a marca Galp, lesivo para a empresa e o seu futuro». Pelas «perturbações que vêm sendo fabricadas», responsabiliza «práticas de gestão objectivas» e «atitudes e propaganda difundidas por agentes da comunicação social, fundamentalmente em torno do presidente da Comissão Executiva, contendo e levando a interpretações abusivas, ocultando frequentemente importantes realidades, dando normalmente a ideia de não passar de informação organizada (por vezes à peça) para enaltecimento pessoal».
Em contraponto a tal propaganda, na missiva são referidos vários casos que chegam ao conhecimento da CCT, registados tanto na área do gás, como do petróleo, tanto no recurso a consultores externos, como nas promoções ligadas ao futebol e ao «Real Madrid de D. Florentino Perez, que dizem accionista maioritário e presidente da Comissão Executiva do agrupamento espanhol ACS, que por sua vez consta ser dono de cem por cento do grupo espanhol Dragados e de cerca de 80 por cento da empresa portuguesa CME, dita fornecedora habitual da Transgás»...
A carta foi divulgada às sub-comissões de trabalhadores da Petrogal, a quem a CCT apela para um «continuado trabalho de denúncia das situações indevidas que vêm ocorrendo e que são inerentes à política de privatização».


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