Em defesa do emprego
Centenas de trabalhadores do estaleiro naval instalado na Mitrena vieram anteontem a Lisboa, apresentar mais uma vez a exigência de preservação do emprego, face à extinção da Gestnave, pretendida pelo Governo.
A Gestnave resultou de mais um plano de viabilização que deu aos Mellos milhões de contos do Estado
Concentrados no Largo de Camões, os trabalhadores da Gestnave e da Lisnave aprovaram uma resolução que foi posteriormente entregue a representantes do Governo. Destes, refere a Agência Lusa (que estima em 700 o número de manifestantes), receberam a promessa de que as suas opiniões serão ouvidas na decisão de novas medidas para o sector.
Um dos motivos do protesto tem a ver precisamente com o facto de o Governo PSD/CDS não estar a respeitar a lei, que concede aos trabalhadores o direito de participarem na vida das empresas. As preocupações fundamentam-se no facto de o Governo ter encomendado à Parpública (empresa gestora das participações empresariais do Estado, que sucedeu ao IPE) um estudo com o objectivo de «propor medidas adequadas à concretização do processo de dissolução da Gestnave». O estudo está concluído e na posse do Governo, mas não é do conhecimento dos trabalhadores. «O Governo interrompeu assim um processo de viabilização da indústria naval, iniciado em 1993, na vigência do Governo Cavaco Silva, e com alguns ajustamentos em 1997, na vigência do Governo Guterres, com a assinatura de um protocolo entre o Estado e o Grupo Mello», protestam os órgãos representativos dos trabalhadores da Lisnave e da Gestnave, em comunicado conjunto.
Nas duas empresas que operam no estaleiro de Setúbal trabalham, em média, 4 mil pessoas, mas apenas 1500 trabalhadores são efectivos, denunciam num «esclarecimento à população», alertando que as medidas que o Governo prepara podem vir a causar mais desemprego no distrito.
A «abrupta interrupção» do plano de viabilização da indústria naval «põe em causa todo o esforço despendido ao longo de uma década», previnem os ORTs, que admitem estar mesmo em causa o sector naval, um dos mais importantes da economia portuguesa. Referem, a propósito, que a Lisnave e a Gestnave facturaram mais de mil milhões de dólares desde 1997.
Uma vez que o Governo pretende «afastar trabalhadores efectivos, com alta qualificação profissional» e que «têm contribuído de forma decisiva para a viabilização da Lisnave», fica ameaçada «a capacidade de resposta do estaleiro».
O Sindicato dos Metalúrgicos do Sul, em comunicado recente, reafirmou que, «a concretizar-se o objectivo do Governo e Lisnave, de extinção da Gestnave, os trabalhadores teriam que transitar com todos os direitos para a Lisnave, dado ser esta que detém o local de trabalho e a actividade do estaleiro e todos eles já terem sido trabalhadores da Lisnave».
Nota:
A viabilização da indústria naval nas páginas do Avante!:
http://www.pcp.pt/avante/1224/2403h1.html
http://www.pcp.pt/avante/1228/2803c4.html
http://www.pcp.pt/avante/20000706/388e3.html
Um dos motivos do protesto tem a ver precisamente com o facto de o Governo PSD/CDS não estar a respeitar a lei, que concede aos trabalhadores o direito de participarem na vida das empresas. As preocupações fundamentam-se no facto de o Governo ter encomendado à Parpública (empresa gestora das participações empresariais do Estado, que sucedeu ao IPE) um estudo com o objectivo de «propor medidas adequadas à concretização do processo de dissolução da Gestnave». O estudo está concluído e na posse do Governo, mas não é do conhecimento dos trabalhadores. «O Governo interrompeu assim um processo de viabilização da indústria naval, iniciado em 1993, na vigência do Governo Cavaco Silva, e com alguns ajustamentos em 1997, na vigência do Governo Guterres, com a assinatura de um protocolo entre o Estado e o Grupo Mello», protestam os órgãos representativos dos trabalhadores da Lisnave e da Gestnave, em comunicado conjunto.
Nas duas empresas que operam no estaleiro de Setúbal trabalham, em média, 4 mil pessoas, mas apenas 1500 trabalhadores são efectivos, denunciam num «esclarecimento à população», alertando que as medidas que o Governo prepara podem vir a causar mais desemprego no distrito.
A «abrupta interrupção» do plano de viabilização da indústria naval «põe em causa todo o esforço despendido ao longo de uma década», previnem os ORTs, que admitem estar mesmo em causa o sector naval, um dos mais importantes da economia portuguesa. Referem, a propósito, que a Lisnave e a Gestnave facturaram mais de mil milhões de dólares desde 1997.
Uma vez que o Governo pretende «afastar trabalhadores efectivos, com alta qualificação profissional» e que «têm contribuído de forma decisiva para a viabilização da Lisnave», fica ameaçada «a capacidade de resposta do estaleiro».
O Sindicato dos Metalúrgicos do Sul, em comunicado recente, reafirmou que, «a concretizar-se o objectivo do Governo e Lisnave, de extinção da Gestnave, os trabalhadores teriam que transitar com todos os direitos para a Lisnave, dado ser esta que detém o local de trabalho e a actividade do estaleiro e todos eles já terem sido trabalhadores da Lisnave».
Nota:
A viabilização da indústria naval nas páginas do Avante!:
http://www.pcp.pt/avante/1224/2403h1.html
http://www.pcp.pt/avante/1228/2803c4.html
http://www.pcp.pt/avante/20000706/388e3.html