Faleceu José Mendes
Vidreiro reformado, com participação activa no movimento de 18 de Janeiro de 1934, foi a enterrar na passada segunda-feira o camarada José Mendes, com 96 anos de idade. «Durante toda a sua vida, enquanto trabalhador da indústria vidreira, e mesmo após ter sido reformado, manteve-se sempre e de uma forma vertical ligado às lutas dos trabalhadores, numa vontade insaciável de contribuir para a melhoria das condições de vida e de trabalho de todos os que pertenciam à sua classe como explorados», afirmou Sérgio Moiteiro, ao intervir na cerimónia fúnebre, em nome do STIV/CGTP.
O dirigente sindical vidreiro recordou José Mendes como uma das figuras mais importantes do 18 de Janeiro na Marinha Grande, responsável por comandar a brigada que tomou o posto da GNR, «demonstrando a sua bravura, a sua heroicidade, o seu apego à luta pela liberdade e a fidelidade aos seus nobres ideais, que manteve e evidenciou por todo o percurso da sua vida».
A repressão que se seguiu, com a detenção de centenas de pessoas, levou José Mendes para Angra do Heroísmo, onde cumpriu uma pena de prisão de cerca de dois anos. Manteve a sua actividade militante e foi reconhecido o importante apoio que prestou a camaradas que o regime fascista empurrou para a luta clandestina. Sérgio Moiteiro evocou igualmente o respeito e a admiração que José Mendes granjeou, no trabalho, na família e na sociedade, apontando-o como «exemplo que nos serve e motiva nos dias de hoje, como mola impulsionadora para a luta que imperiosamente temos que travar».
Numa nota enviada ao Avante!, a Comissão Concelhia da Marinha Grande – organização onde José Mendes estava integrado – salienta que o camarada «manteve-se sempre vertical, ligado à luta dos trabalhadores, ligado ao seu Partido».
O dirigente sindical vidreiro recordou José Mendes como uma das figuras mais importantes do 18 de Janeiro na Marinha Grande, responsável por comandar a brigada que tomou o posto da GNR, «demonstrando a sua bravura, a sua heroicidade, o seu apego à luta pela liberdade e a fidelidade aos seus nobres ideais, que manteve e evidenciou por todo o percurso da sua vida».
A repressão que se seguiu, com a detenção de centenas de pessoas, levou José Mendes para Angra do Heroísmo, onde cumpriu uma pena de prisão de cerca de dois anos. Manteve a sua actividade militante e foi reconhecido o importante apoio que prestou a camaradas que o regime fascista empurrou para a luta clandestina. Sérgio Moiteiro evocou igualmente o respeito e a admiração que José Mendes granjeou, no trabalho, na família e na sociedade, apontando-o como «exemplo que nos serve e motiva nos dias de hoje, como mola impulsionadora para a luta que imperiosamente temos que travar».
Numa nota enviada ao Avante!, a Comissão Concelhia da Marinha Grande – organização onde José Mendes estava integrado – salienta que o camarada «manteve-se sempre vertical, ligado à luta dos trabalhadores, ligado ao seu Partido».