Vitória no Alfa

Após uma muito intensa luta, os trabalhadores do Hotel Alfa alcançaram uma grande vitória, ao travar o despedimento colectivo da totalidade dos 165 trabalhadores que a multinacional detentora do hotel pretendia. O grupo Corinthia Alfa Hotel alegava que, «por motivos estruturais e de mercado» e por «dificuldades económicas e a realização de obras estruturais de beneficiação e modernização», era um imperativo o «encerramento definitivo do hotel». E todos os trabalhadores iriam para a rua (ver página 11).

Mais tarde veio-se a saber que afinal o encerramento não era assim tão definitivo, não passando mesmo de uma interrupção da actividade por quinze meses, para obras de melhoramento. Após este período, o hotel voltaria a abrir, agora com a classificação de cinco estrelas e empregando cerca de trezentos trabalhadores. A lei obriga a que os postos de trabalho sejam mantidos durante o período de obras.

O sindicato da hotelaria e a CT, envolvendo os trabalhadores, travaram uma intensa luta que acabaria, na noite da passada segunda-feira, por resultar num acordo que, não conseguindo impedir todos os despedimentos, nomeadamente dos trabalhadores precários, assegura, noutras empresas do grupo ou em tarefas que não sejam suspensas com as obras, os postos de trabalho à maioria dos 165 funcionários do hotel. Aos que negociarem as suas rescisões, ser-lhes-á concedido direito de preferência aquando da reabertura. «Não é todos os dias que se trava uma multinacional», afirmou, ao Avante!, Rodolfo Caseiro, dirigente do sindicato.



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