CGTP abre quinzena de luta
Num momento em que se multiplicam as acções de trabalhadores, respondendo ao agravamento da situação laboral, a CGTP-IN anuncia uma quinzena de luta, desde o 8 de Março até à jornada europeia de dia 21.
A «Jornada de Acção Nacional e Europeia contra a regressão social e pelos direitos dos trabalhadores», antecedida de uma quinzena de luta com início no Dia Internacional da Mulher, ocorre na véspera da Cimeira Europeia de Atenas. De acordo com o Departamento de Informação da Inter, «a Jornada terá dimensão nacional, dando lugar a plenários e paralisações de trabalho que permitam a participação em concentrações e manifestações nos diferentes distritos e regiões autónomas».
A iniciativa de 21 de Março adquire igualmente «uma dimensão europeia, pois integra-se no dia de acção sindical que a Confederação Europeia dos Sindicatos convocou para esse dia e que ocorrerá em Bruxelas e noutras cidades europeias». No dia seguinte reúne a Cimeira Europeia, em Atenas.
Para a CGTP, a jornada de dia 21 terá lugar «numa combinação com os objectivos nacionais - contra o pacote laboral, o aumento do custo de vida e o desemprego, por políticas salariais e sociais justas, pela paz e contra a guerra». Até lá, a partir de 8 de Março, as estruturas sindicais das regiões e dos sectores profissionais «promoverão sucessivas acções de luta», que oportunamente serão anunciadas.
Defesa alerta
Dirigentes sindicais e membros das comissões de trabalhadores de estabelecimentos fabris militares e empresas do sector da Defesa concluem hoje uma vigília de três dias frente ao Ministério da tutela. A acção foi apoiada pelo STEFFAS/CGTP, depois de o ministro Paulo Portas, «apesar dos vários ofícios» que lhe foram enviados, não ter dado resposta aos problemas dos trabalhadores.
Na OGMA, no Arsenal do Alfeite, nas Oficinas Gerais de Fardamento e Equipamento, nas Oficinas Gerais de Material de Engenharia e no Laboratório Militar de Produtos Químicos e Farmacêuticos – refere o sindicato – há «degradação, retirada de direitos e eliminação de postos de trabalho». Esta situação «está cada vez mais a dar lugar à entrada de empresas privadas neste importante sector do Estado, com o claro objectivo de eliminação dos actuais postos de trabalho».
Com a participação do secretário-geral da CGTP, Carvalho da Silva, foi convocada para ontem à tarde uma conferência de imprensa junto ao portão principal da OGMA, no quadro da luta em defesa da empresa e dos postos de trabalho ameaçados.
Bombardier
Para amanhã está convocada mais uma greve na Bombardier Transportation (ex-Sorefame), nas últimas duas horas de cada período de trabalho. Em luta pelas justas reivindicações apresentadas no Caderno Reivindicativo entregue à administração, os trabalhadores paralisaram totalmente a área da produção, nos períodos de duas horas de greve, durante os dias 11, 13, 18 e 20, disse António Tremoço, da delegação da Amadora do Sindicato dos Metalúrgicos, ao Avante!. Caso não haja resposta satisfatória da administração, os trabalhadores voltarão a parar dia 6 de Março.