Palestinianos denunciam guerra de extermínio
Apesar do cessar-fogo em vigor desde Outubro último, as forças israelitas continuam a matar pessoas em ataques de norte a sul da Faixa de Gaza. Os palestinianos acusam Israel de prosseguir uma guerra de extermínio.
Tropas israelitas mataram ou feriram mais de 242 mil palestinianos em dois anos de agressão genocida na Faixa de Gaza
Lusa
A Frente Democrática para a Libertação da Palestina (FDLP) acusou Israel de prosseguir uma guerra de extermínio na Faixa de Gaza, apesar do cessar-fogo vigente desde 10 de Outubro. Em comunicado, a organização afirmou que os crimes cometidos pelo Governo de Benjamin Netanyahu contra a população do território não se baseiam em nenhuma justificação de segurança nem em nenhuma reclamação política.
A FDLP denunciou que Israel está a obstruir deliberadamente o início da segunda fase do acordo de cessar-fogo, incluindo a retirada das tropas israelitas da Faixa de Gaza e a reabertura de todas as passagens fronteiriças. Ademais, Israel continua a matar palestinianos e a demolir o que resta das suas habitações na Faixa de Gaza.
A Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) acusou os Estados Unidos da América de serem cúmplices dos crimes israelitas cometidos nos territórios palestinianos ocupados, em especial na Faixa de Gaza, e de terem outorgado ao governo israelita um mandato para assassinar palestinianos. A FPLP considera que os EUA são um parceiro no massacre em curso mediante o apoio militar, a imunidade legal e a cobertura política que assegura aos crimes de guerra israelitas.
A FPLP reclamou medidas fortes contra Israel perante a situação na Faixa de Gaza.
A resistência palestiniana condenou os ataques israelitas contra a Faixa de Gaza, depois de advertir que representam uma perigosa escalada e uma flagrante violação do acordo de cessar-fogo em vigor. O objectivo de Israel com essa estratégia é incumprir as suas obrigações contraídas e perturbar a transição para a segunda fase do acordo.
Os palestinianos instam à pressão internacional sobre Israel para obrigar o seu governo a cumprir os compromissos, incluindo a reabertura da passagem fronteiriça de Rafah em ambos os sentidos e a entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza.
Mortas 439 pessoas durante o cessar-fogo
As tropas israelitas mataram 439 palestinianos e feriram 1223 na Faixa de Gaza desde o início do cessar-fogo no território, a 10 de Outubro de 2026, perante o incumprimento das suas disposições por Israel.
As autoridades sanitárias da Faixa de Gaza informaram que desde então as equipas de socorro recuperaram 699 cadáveres debaixo dos escombros.
Precisaram que, no total, após o começo da agressão em curso à Faixa de Gaza, em Outubro de 2023, as forças israelitas assassinaram naquele território 71.409 pessoas e feriram outras 171.304, num total de mais de 242 mil vítimas.
No sábado, 10, as forças militares israelitas continuaram os seus ataques contra a região, apesar do cessar-fogo vigente.




