EUA querem dominar a Gronelândia

Os EUA continuam a ameaçar anexar – incluindo pela força – a Gronelândia, território autónomo da Dinamarca desde 2009 e antiga colónia dinamarquesa até 1953. Face às pretensões da Administração norte-americana, dirigentes dos cinco partidos políticos com representação no parlamento da Gronelândia defenderam o direito dos habitantes desse território autónomo dinamarquês a decidir soberanamente o seu futuro.

«O futuro da Gronelândia deve ser decidido pelos gronelandeses. A questão do futuro da Gronelândia faz-se em diálogo com o seu povo e na base das leis internacionais e do seu Estatuto de Autonomia. Nenhum outro país pode imiscuir-se nisso», afirmam os líderes partidários na declaração conjunta. O texto destaca que essa decisão deve ser tomada sem pressões e sem a intromissão de outros países e expressa a vontade de que cesse o «desprezo» dos EUA pela ilha ártica.

Os partidos recordam que o território se rege pelo direito internacional e pelo seu Estatuto de Autonomia e que são os seus habitantes quem elege o seu parlamento e o seu governo, «que colabora e continuará a colaborar com os EUA e os países ocidentais», ainda que mantenha a defesa do direito de autodeterminação.

O Presidente dos EUA voltou a agitar a falsidade da possibilidade da Rússia e da China poderem vir a ocupar a Gronelândia, procurando ocultar que essa é a verdadeira intenção da Administração norte-americana e aquilo que verdadeiramente a move, ou seja, o dominio da Gronelândia e a exploração das suas riquezas minerais, incluindo as chamadas “terras raras” – segundo alguns estudos, poderão concentrar-se ali um quarto de todos estes recursos.

 



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