Ameaça de agressão e ingerência no Irão

Ao mesmo tempo que agravam a pressão sobre a República Bolivariana da Venezuela, os EUA ameaçam o Irão com uma nova agressão militar e impõem tarifas adicionais sobre países que tenham relações comerciais com este país.

Os EUA ameaçam o Irão com uma nova agressão militar

Milhões de pessoas saíram às ruas de várias cidades do Irão, na segunda-feira, 12, para expressarem o seu repúdio pelos actos de violência verificados na semana anterior e pelas ameaças de agressão militar dos EUA e Israel. Legítimas manifestações contra o aumento do custo de vida, em consequência também das sanções impostas pelos EUA e UE, foram instrumentalizadas a partir da acção de grupos armados com apoio exterior, que promoveram a violência e atacaram diversas instalações públicas, provocando vários mortos.

O envolvimento directo dos EUA e de Israel na transformação de legítimos protestos pacíficos em actos de violência foi publicamente reconhecido pelo ex-director da CIA e Secretário de Estado dos EUA na primeira administração Trump, Mike Pompeo, que a 2 de Janeiro assumiu a intervenção no Irão de agentes da Mossad. A própria agência israelita reconheceu-o, como informou no dia seguinte o jornal Jerusalem Post.

No mesmo dia 12, Donald Trump insistia na possibilidade de levar a cabo uma nova agressão militar contra o Irão, a pretexto dos acontecimentos neste país, e ameaçou que qualquer país que tiver relações comerciais com o Irão pagará uma tarifa de 25% sobre todas as transações comerciais com os EUA. A China já reagiu a esta medida coerciva imposta pela Administração norte-americana, rejeitando o uso de taxas aduaneiras como instrumento de pressão política e advertindo para os riscos de uma nova escalada da guerra comercial promovida pelos EUA.

Para além dos recursos energéticos que possui, o Irão tem resistido à imposição do domínio do imperialismo norte-americano no Médio Oriente e na Ásia Central, sendo solidário com a luta do povo palestiniano contra a política de ocupação, colonização e genocídio levada a cabo por Israel. O Irão tem importantes relações comerciais com a China e a Rússia e é membro do BRICS.

 



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