Fim da submissão do País à Vinci

O PCP reagiu, em nota de imprensa de dia 18, à entrega ao Governo, pela ANA, de um relatório inicial sobre o Novo Aeroporto de Lisboa (NAL), que confirma a submissão do País aos interesses da Vinci.

O Partido considera que tanto o documento como as declarações sobre ele, onde se referem prazos e montantes sem quaisquer garantias, deixam adivinhar a transferência de ainda mais recursos públicos para Vinci, seja pelo Orçamento do Estado ou de fundos comunitários, seja pelo prolongamento da concessão dos aeroportos nacionais a esta multinacional francesa, «facultando-lhe novos e ainda maiores lucros».

Esta concessão por um período de 50 anos (a par da privatização da ANA) tem revelado, afirma o PCP, «um negócio absolutamente ruinoso para o País», que resultou em mais de 20 mil milhões de euros de lucros para a multinacional. Do outro lado ficou Portugal, que não só perdeu receitas aeroportuárias, como continua sem ter o NAL.

«Para lá de documentos e relatórios, o que foi posto em marcha é o prolongamento do tempo de vida do Aeroporto Humberto Delgado, visando alargar a sua capacidade – incluindo com a expansão de Figo Maduro – e prolongar a sua actividade no centro da cidade de Lisboa», destacam os comunistas.

No comunicado refere-se, ainda, as medidas que se têm de tomar para pôr fim a um negócio desastroso, que apenas beneficia a Vinci, nomeadamente o resgate da concessão. O Partido defende, igualmente, que se desenvolvam todos os esforços para garantir a construção faseada do NAL em seis anos.

 



Mais artigos de: PCP

Camões afirmou a voz da insubmissão num mundo de contradições

O PCP inaugurou, no Porto, dia 20, a exposição Camões, poeta do povo num mundo em mudança, na Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto. A iniciativa, em que participou Paulo Raimundo, integrava-se nas comemorações do V Centenário do nascimento de Luís de Camões promovidas pelo Partido.

Operação no Martim Moniz viola Constituição

A organização do Partido na cidade de Lisboa reagiu, no dia 20, à intervenção de grande envergadura da PSP, no dia 19, no Martim Moniz, envolvendo a revista de dezenas de pessoas, maioritariamente imigrantes.

Presentes, mas ausentes

A realização do XXII Congresso do PCP foi, sob qualquer ponto de vista, o acontecimento mais relevante da vida política nacional dos três dias em que decorreu. Não obstante esta indesmentível realidade, a sua cobertura mediática esteve muito, muito longe do que seria exigível – incluindo quando comparado com outros...