CNA contra reprogramação do PEPAC
Na Comissão de Acompanhamento do Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC), a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) votou contra a reprogramação do PEPAC uma vez que «prejudicará fortemente as pequenas e médias explorações agrícolas» e a «Agricultura Familiar». «O Governo opta por não reforçar o pagamento redistributivo e corta nas verbas destinadas ao pagamento aos pequenos agricultores», acusa a CNA, frisando que «a receita não é nova» e que «este Governo mantém o caminho de anteriores governos», insistindo «em privilegiar as explorações de maior dimensão em detrimento de uma maior equidade na distribuição das ajudas da PAC».
A Confederação refere que nas ajudas directas «continua o corte brutal, superior a 30 milhões de euros, nas ajudas dos agricultores que utilizam Baldios para pastorear os seus animais», com o Governo «a falhar ao prometido ao não eliminar a redução da elegibilidade das áreas».
As críticas estendem-se ao «corte geral nas verbas destinadas ao investimento no sector», nomeadamente na floresta, «onde o corte atinge metade do dinheiro disponível para o desenvolvimento da floresta portuguesa para os próximos anos». Nos apoios aos investimentos das pequenas explorações, a opção foi a de cortar em 30 pontos percentuais a taxa de apoio, passando de 85 por cento para 55 por cento.
«O Governo apresenta uma grande novidade, que são os instrumentos financeiros, substituindo os apoios directos ao agricultor por bonificação de juros nos créditos à banca, uma opção que o sector financeiro agradece», desmascara a CNA, acrescentando: «O anúncio de que teríamos outros fundos europeus a apoiar o regadio também não se concretiza nesta reprogramação».