Governo reaccionário da Argentina segue «um caminho de servidão»

A Associação dos Trabalhadores do Estado (ATE) revelou que mais de 97 por cento dos seus membros participaram na segunda greve geral convocada pelas centrais sindicais argentinas contra as políticas do governo de extrema-direita de Javier Milei.

Destacou o elevado apoio à acção de protesto, no dia 9, e assegurou que a administração pública esteve completamente paralisada. Foram cancelados mais de 700 voos e foi suspenso o serviço de comboios, do metro na capital e da maioria das carreiras rodoviárias. As escolas, os bancos e outros organismos estiveram encerrados.

«As tentativas do governo para infundir medo e temor foram infrutuosos. Salvo os trabalhadores que garantiram serviços mínimos em sectores essenciais, nenhum funcionário público foi trabalhar. A adesão no país foi quase total», fez saber o secretário-geral da ATE, Rodolfo Aguiar.

«Fomos para a greve empurrados pelo governo. A sua política económica, a redução dos salários reais e os despedimentos são apenas algumas das causas da nossa decisão», explicou o líder sindical. Ademais, criticou a actual gestão do país por «ajoelhar-se perante um poder estrangeiro e seguir um caminho de servidão».

A par dos sectores que integram a Confederação Geral do Trabalho (CGT) – comércio, construção, transportes, bancos, metalúrgicos, funcionários públicos, trabalhadores da saúde e docentes, entre outros – aderiram à greve a Central de Trabalhadores da Argentina (CTA) e a CTA-Autónoma. Explicaram que o objectivo da greve foi defender direitos laborais, sociais e sindicais e exigir salários dignos.

 



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