Apoiar vítimas dos incêndios na Madeira
Rápida resposta à população afectada e reconstrução e reflorestação da zonas afectadas, defende o PCP, que no domingo visitou as áreas incendiadas nos concelhos da Calheta e do Porto Moniz, na Madeira. Durante a visita, o membro do Comité Central Ricardo Lume chamou a atenção que, «agora que os holofotes e a agitação mediática passaram», não podemos deixar de exigir apoios que respondam à catástrofe que destruiu habitações, redes de saneamento básico, telecomunicações e eléctrica, mas também do manto florestal».
Nesse sentido, pugnou por uma cooperação solidária na resposta devida às populações por parte dos governos regional e da República e autarquias, bem como por medidas concretas e não apenas palavras.
Odemira ainda espera
Já a meio de Outubro, uma delegação do PCP, integrada por João Dias, deputado na Assembleia da República, por eleitos locais da CDU e dirigentes do PCP das direcções das organizações regionais do Litoral Alentejano e Algarve, visitou as zonas afectadas pelo incêndio que deflagrou em Odemira a 5 e 9 de Agosto. As chamas consumiram cerca de 8400 hectares de floresta e terrenos agrícolas, num perímetro de 50km.
No primeiro dia, os comunistas reuniram com os Bombeiros Voluntários de Odemira e com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), tendo sido abordados os problemas colocados à operacionalidade de quem combate os fogos, os projectos de reflorestação da área ardida e a possibilidade da criação de uma Área Integrada de Gestão da Paisagem.
«O dia 16 terminou com um encontro com pequenos produtores em São Miguel, que ainda esperavam pelos apoios prometidos pelo Governo», informou-se em nota de imprensa conjunta enviada pelas direcções da organizações regionais do Litoral Alentejano e do Algarve. Já no dia 17, João Dias, deslocou-se a Monchique para reuniões com os bombeiros locais, e a Odeceixe, para encontros com o Presidente da Junta e o responsável da Protecção Civil de Aljezur.