Denúncia e exigência em vários sectores

Es­tava mar­cada para ontem, já após o fecho da nossa edição, uma con­cen­tração de re­pre­sen­tantes dos tra­ba­lha­dores do sector do tu­rismo junto ao local onde se re­a­li­zava uma con­fe­rência pro­mo­vida pela Con­fe­de­ração do Tu­rismo de Por­tugal, em Al­bu­feira.

O pro­testo, pro­mo­vido pelo Sin­di­cato dos Tra­ba­lha­dores da In­dús­tria de Ho­te­laria, Tu­rismo, Res­tau­rantes e Si­mi­lares do Al­garve, vi­sava de­nun­ciar a si­tu­ação la­boral dos tra­ba­lha­dores da­quele sector: baixos sa­lá­rios, ge­ne­ra­li­zação dos vín­culos pre­cá­rios, des­re­gu­lação dos ho­rá­rios, in­ten­si­fi­cação e au­mento das jor­nadas de tra­balho, pres­sões e chan­ta­gens.

Exigia-se também, dos pa­trões e do Go­verno, «uma mu­dança das suas op­ções que per­mita uma justa re­dis­tri­buição da ri­queza» e a re­cu­pe­ração do poder de compra dos tra­ba­lha­dores, lê-se numa nota do sin­di­cato di­vul­gada no dia 26.

Também para ontem à tarde es­tava pre­vista uma con­cen­tração junto à Pre­si­dência do Con­selho de Mi­nis­tros, em Lisboa, se­guida de uma des­lo­cação à re­si­dência ofi­cial do pri­meiro-mi­nistro, pro­mo­vidas pela Frente Comum dos Sin­di­catos da Ad­mi­nis­tração Pú­blica. Aí seria en­tregue a Pro­posta Rei­vin­di­ca­tiva Comum para 2024, apro­vada na Ci­meira da Frente Comum, re­a­li­zada antes.



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