Comunistas sul-africanos apoiam esforços de paz
A missão africana de paz liderada pelo presidente Cyril Ramaphosa, da África do Sul, e outros chefes de Estado africanos, à Ucrânia e Rússia, teve uma importância crucial, defendeu o Partido Comunista Sul-Africano (PCSA).
Partido Comunista Sul-Africano apoiou missão africana de paz a Kiev e Moscovo
O PCSA apoia inteiramente o esforço da África na busca de uma solução para o conflito na Ucrânia por meios diplomáticos e pacíficos, «ao contrário daqueles que querem que a República da África do Sul e outros Estados africanos tomem partido por um dos lados do conflito e, abertamente, pelo lado das forças imperialistas», declarou Solly Mapaila, secretário-geral do Partido.
O PCSA encorajou o presidente Cyril Ramaphosa e outros chefes de Estado africanos a aumentar os esforços para pôr fim ao conflito na Ucrânia por meios pacíficos. «Saudamos o regresso a casa e manifestamos solidariedade com a delegação sul-africana na missão de paz à Ucrânia e Rússia em relação às experiências desagradáveis que ela viveu na Polónia, na sua viagem para a Ucrânia», disse Mapaila, no dia 22, em Joanesburgo.
«A sabotagem na Polónia recordou-nos que é polaco o assassino Janusz Walus, que assassinou o secretário-geral do PCSA Chris Hani a sangue frio, a 10 de Abril de 1993, em defesa da perpetuação do apartheid. Até hoje, esse assassino é celebrado pelos racistas na Polónia como um herói», afirmou.
Ao bloquear parte da delegação sul-africana, as autoridades polacas têm de ser vistas como actuando no contexto das manobras lideradas pelos EUA para sabotar os esforços para alcançar uma solução pacífica do conflito na Ucrânia, considerou o Secretário-Geral do PCSA.
Mapaila acusou ainda os EUA, o Reino Unido e antigas potências coloniais, hoje na União Europeia, de terem provocado o conflito na Ucrânia no quadro dos seus interesses imperialistas, promovendo a expansão para Leste da NATO, dirigida pelos EUA, não só contra a Rússia mas, em última análise, contra a China.