Terceira travessia do Tejo é essencial para a região
Uma nova ponte que ligue as duas margens do rio Tejo não pode continuar adiada, insiste o PCP, que, dia 2, promoveu uma sessão pública sobre o tema.
O projecto tem de sair das intenções
A iniciativa decorreu na SDUB "Os Franceses", no Barreiro, e contou com a participação de Vasco Cardoso, da Comissão Política do PCP, Carlos Matias Ramos, ex-Presidente do Laboratório Nacional de Engenharia Civil e ex-Bastonário da Ordem dos Engenheiros, Eduardo Vieira, do Comité Central, e Humberto Faísca, vereador do PCP na CM do Barreiro.
Vasco Cardoso defendeu que o projecto tem de sair das intenções dada a sua importância para o desenvolvimento da região e do País, para a qualidade de vida das populações e para o ambiente, e salientou que os custos da sua não concretização são superiores aos investimentos previstos. Já Matias Ramos sustentou tecnicamente as vantagens da ligação Chelas-Barreiro, ao passo que Eduardo Vieira realçou a centralidade da ponte para a coesão territorial e a criação de emprego, tendo, ainda, apelado à participação popular na consulta pública e à rejeição da proposta da gestão PS na autarquia barreirense.
Sobre esta matéria detalhou Humberto Faísca, para quem a deliberação da CM do Barreiro relativa à caducidade da Reserva de Solo, contestada pelos eleitos da CDU, afecta à faixa de servidão da terceira travessia do Tejo (TTT).
«O PCP defende que o Barreiro deve reafirmar continuadamente a necessidade de inclusão de investimentos estruturantes, sendo um dos fundamentais a construção da TTT rodo-ferroviária Barreiro-Chelas, bem como a concretização das ligações rodoviárias aos municípios adjacentes, particularmente a concretização da travessia rodoviária Barreiro-Seixal».
«A construção da TTT é fulcral no sistema de transportes públicos e, em particular, na ferrovia, conferindo mais fluidez e novos itinerários e serviços na Área Metropolitana de Lisboa, bem como novas potencialidades na ligação entre a Linha do Norte, a Linha do Sul e à fronteira do Caia».
«No que respeita ao desenvolvimento económico, tendo em consideração a redução do tempo e da distância na ligação aos portos de Lisboa, Setúbal e Sines, aquela infra-estrutura trará benefícios para empresas e para o aparelho produtivo, considerando ainda a redução da dependência energética», frisou, em comunicado, a Comissão Concelhia do Barreiro do PCP.