Assange luta contra extradição para EUA

Julian Assange, preso em Londres, prossegue a luta para evitar que as autoridades do Reino Unido o extraditem para os EUA. A defesa do fundador da WikiLeaks apresenta esta semana mais um recurso.

«Conspiração» de Assange foi ter revelado crimes de guerra cometidos pelos EUA

O Supremo Tribunal do Reino Unido rejeitou na sexta-feira, 9, o recurso que os advogados de defesa de Julian Assange interpuseram contra a sua extradição para os EUA, onde é acusado de «conspiração». Numa sentença de apenas três páginas, um juiz impugnou os argumentos da defesa contra a decisão de extradição assinada em Junho de 2022 pela então ministra do Interior do Reino Unido, Priti Patel.

O fundador da WikiLeaks foi preso em Londres em 2019, depois de ter passado sete anos na embaixada do Equador, com o estatuto de refugiado. Após a recente sentença do Supremo Tribunal, a esposa de Assange, Stella Assange, declarou que seria apresentado um novo recurso. Face à decisão do juiz, a defesa tinha cinco dias úteis para elaborar o recurso, até 20 páginas, perante um tribunal de dois juízes, o qual convocará uma sessão pública.

Depois dessa instância, não serão possíveis mais recursos no Reino Unido, mas o caso pode ainda ser levado pela defesa ao Tribunal Europeu de Direitos Humanos. Se não conseguir travar a extradição para os EUA, Assange poderia enfrentar uma condenação até 178 anos de cadeia.

PE trava debate
O Grupo Confederal da Esquerda Unitária Europeia/ Esquerda Verde Nórdica no Parlamento Europeu (PE) propôs o agendamento de um debate sobre a situação de Julian Assange, que foi recusado. Entretanto, no dia 13, os deputados do PCP no PE promoveram uma acção em Estrasburgo apelando à não extradição para os EUA e exigindo a libertação do activista australiano. Vários deputados, de diferentes grupos políticos, aderiram à iniciativa.

Estando o caso de Assange ligado à revelação de informação considerada confidencial, em particular sobre as guerras no Iraque e no Afeganistão, que expôs violações do direito internacional e crimes de guerra, os deputados comunistas consideram que a tentativa de extradição, criminalização e prisão de Julian Assange representa uma inaceitável pressão, visando condicionar a publicação de informação de interesse público.

 



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