É com a luta e o reforço do PCP que lá vamos!
O PCP é uma força profundamente enraizada no povo
Corre tinta e muito palavreado produzido pelos fazedores da opinião publicada e condicionadora da opinião pública ao serviço do grande capital, que, andando na espuma do essencial, foge dos problemas reais como o «diabo da cruz», promovendo ideias, princípios e valores contrários aos de Abril. Porém, pese embora o esforço da direita, estes continuam a mobilizar milhares de portugueses – entre os quais se destacam os jovens que, tendo nascido no pós-25 de Abril, nele se reconhecem e fazem dos ideais e direitos resultantes desse acto libertador do povo português, e consagrados na Constituição da República, projectos de luta presente e futura.
Sendo certo que, para a direita e a comunicação social por si dominada, o que importa são os «casos» mais ou menos mediáticos e a projecção da degradação dos serviços públicos (como se não fossem eles - PS, PSD, CDS, Chega e IL -, a causa e os causadores da situação), promovem até à exaustão os «casos» e «casinhos», dos quais se alimentam e alimentam o próprio sistema capitalista que querem perpetuar.
O processo de degradação do Serviço Nacional de Saúde, parte integrante do fortíssimo ataque que lhe é movido quer por PS, PSD e CDS como por Chega e IL, tem anos: uns e outros leram na mesma cartilha do neoliberalismo, há muito elaborada e apadrinhada por diversos políticos de direita, como Cavaco Silva, que tem como fim reservar ao Estado o papel de pagador e ao privado os benefícios económicos e financeiros de todos os serviços que possam ser lucrativos.
Na verdade, ao longo dos últimos 45 anos alguns dos principais dirigentes dos partidos da política de direita, «velhos» ou «novos», não dizem o que pensam e, quando no poder, fazem a sua verdadeira política em ruptura com a Constituição da República Portuguesa (CRP); agiram e agem sempre contra os interesses dos trabalhadores e do povo, violando a CRP e atentando contra direitos nela consagrados.
Com verdade se pode afirmar que são eles e não outros, em consonância com os interesses dominantes do grande capital, os protagonistas do tão justamente criticado ambiente de corrupção.
Como disse, há anos, um conhecido e histórico dirigente de direita, esta «usa a táctica do buldogue, mede a presa, depois dá uma dentadinha e se o mordido deixa abocanha-o». É assim que o capital age junto dos políticos da política de direita que dominam o poder, acabando por, objectivamente, o dominar. Ou seja, os protagonistas da política de direita, ainda que tentem, não podem passar pelos intervalos da chuva, porque eles são causa e efeito do fenómeno que dá origem aos casos de corrupção e de degradação do próprio regime democrático.
Luta e alternativa
Sendo um facto que estes casos não deixam de marcar negativamente a vida política nacional e ocupar, pela pressão mediática, muitas das nossas mentes, a verdade que a direita esconde – pondo a sua verdade e refugiando-se na mentira «cientificamente» montada e sustentada em meias verdades – é que a luta social cresce, milhares de homens, mulheres e jovens que não se conformam em ter baixos salários, trabalho precário, degradação das suas condições de vida, falta de condições de acesso a uma habitação condigna, de acesso ao SNS, afastamento da escola pública, dificuldades crescentes de acesso a outros serviços públicos, lutam.
Tal como toda a experiência histórica recente demonstra, as maiorias absolutas – sejam do PS, do PSD ou da conjugação destes com outros partidos da política de direita – não trouxeram mais democracia, mais direitos, melhores condições de vida e, como o PCP afirmou e afirma, a solução de maioria absoluta do PS, constituindo um revés no caminho da conquista, defesa e reposição de direitos, aguçou os traços de autoritarismo de uns e o desejo de outros (como PSD, CDS, Chega e IL) de os substituir para prosseguirem a política ao serviço do grande capital.
Apesar do esforço que PS, PSD, CDS, Chega e IL – ou seja, o grande capital – fazem para menorizar, amesquinhar, distorcer, encobrir as posições do PCP, vendendo a ideia de um partido em declínio, somos uma força profundamente enraizada no povo e portadora de um projecto de futuro.
Não há alternativa à política patriótica e de esquerda que o PCP defende e que tem na Constituição da República a sua referência, encontrando na luta dos trabalhadores e do povo os principais protagonistas da sua construção. O PCP, a CDU e todas as forças democráticas e patrióticas são, no plano político, as fontes mais fiéis à concretização de tal objectivo, daí ser da máxima importância o seu reforço em todas as dimensões, que acabará mais cedo que tarde por a impor.