«Também somos EDP» consegue-se com luta
A greve e a concentração em Lisboa, no dia 10, foram um ponto alto na luta dos trabalhadores das lojas e centros de contacto da EDP, contratados através de «prestadoras de serviços», realçou a Fiequimetal.
O recurso a empresas externas reduz salários e direitos
A grande adesão à greve levou ao «encerramento de praticamente todas as lojas da EDP, de norte a sul do País», e a «forte perturbação nos centros de contacto de Lisboa», avançou a federação, que organizou a luta com os seus sindicatos neste sector.
Numa nota publicada dia 12, refere-se ainda que «foi também muito participada» a concentração que teve lugar, ao fim da manhã do dia da greve, junto da sede da EDP, com trabalhadores de vários locais de trabalho.
A jornada da passada sexta-feira insere-se num «roteiro nacional», iniciado a 18 de Janeiro, no Porto, que decorre sob o lema «Também somos EDP». Desde então, «os sindicatos têm recebido manifestações de apoio e confiança dos trabalhadores, em especial, através do aumento da sindicalização», que é «condição essencial para o reforço da unidade e da força para a obtenção de resultados».
Por parte da administração da EDP (Relações Laborais), foi assumido nesse dia um compromisso de, «no prazo de duas semanas, agendar uma reunião para discutir a melhoria das condições de vida e de trabalho dos mais de três mil trabalhadores que estão nesta situação», adiantou a federação.
Na acção, entre outros, intervieram, expressando apoio e solidariedade, a secretária-geral da CGTP-IN, Isabel Camarinha, e Duarte Alves, deputado do PCP.
O Grupo EDP, lembrou a Fiequimetal, recorre há cerca de três décadas à contratação (e até subcontratação) de empresas externas, para assegurar serviços essenciais, como forma de excluir os trabalhadores do vínculo e da aplicação do acordo colectivo de trabalho. Os trabalhadores exigem ter os salários e direitos que decorrem do ACT da EDP.