Algarve reclama comboios para o desenvolvimento
«O PCP considera que o transporte ferroviário é a espinha dorsal de um verdadeiro sistema de transportes», critica a ausência de apreciação ao «Programa Ferrovia 2020, lançado em 2016 e com data marcada de conclusão para 2021 (veja-se a obra de electrificação da Linha Tunes-Lagos que só arrancou no final de 2022), tendo até ao momento apenas 15% dos investimentos concluídos», e insiste qie, «para o Algarve, é urgente calendarizar, garantir os fundos necessários e sobretudo concretizar um conjunto de investimentos na rede e nos serviços».
Lembrando que os investimentos «estão, no essencial consensualizados», o secretariado a Direcção da Organização Regional do Algarve (DORAL) do PCP indica como prioridades «concretizar as intervenções de modernização e electrificação da linha do Algarve, com a existência de material suficiente em termos de quantidade, qualidade e fiabilidade que garanta a plena operação de Lagos a Vila Real de Santo António (que continua a exigir mais de 3 horas de viagem)»; «encontrar as soluções para assegurar a ligação ferroviária à Universidade do Algarve e ao Aeroporto de Faro»; ««reactivar a concordância em Tunes, que este PFN ignora».
Os comunistas algarvios defendem, ainda, entre outras, a concretização mais célere do que o previsto da ligação Algarve-Andaluzia, o redimensionamento das plataformas ferroviárias previstas para possibilitar que o Intercidades vá até Vila Real de Santo António, «assegurar intervenção em infra-estruturas diversas- nas estações e no reforço da sua guarnição, nos apeadeiros, na retoma do processo de supressão de passagens de nível, introduzindo melhoramentos que há muito são reclamados pelos utentes, trabalhadores e populações», ou preservar na região «capacidade de manutenção e reparação», já que «com a electrificação da Linha do Algarve será necessário proceder à substituição do actual material circulante por comboios de tracção eléctrica, colocando-se a questão do destino das oficinas da CP em Vila Real de Santo António e dos seus trabalhadores».
«Para o PCP, o ano de 2023 não pode representar mais adiamentos e anúncios como os que têm sido feitos ao longo dos anos», adverte igualmente o secretariado da DORAL do PCP.