Xi Jinping reeleito presidente da China

O presidente da China, Xi Jinping, foi reeleito pela Assembleia Popular Nacional para um terceiro mandato. No discurso de fecho da sessão parlamentar, enalteceu o papel do Partido Comunista da China na construção de um «Estado socialista moderno» e rejeitou ingerências externas na questão de Taiwan.

Sob a direcção do Partido Comunista, a China aponta ao objectivo de construir um «Estado socialista moderno»

O presidente chinês, Xi Jinping, defendeu a continuação da liderança centralizada e unificada do Partido Comunista da China (PCCh), justificando que só assim uma organização de tão grande dimensão como o PCCh pode continuar alerta e determinada de molde a encarar qualquer desafio. Sobretudo quando a China está a trilhar o caminho até à modernização em todos os aspectos.

Considerou vital, contudo, que o partido tenha sempre a coragem de se auto-reformar, ter um auto-governo rigoroso e lutar com determinação contra a corrupção. Insistiu no recurso à solidariedade e unidade partidária para assim garantir que o PCCh «nunca mude a sua natureza, a sua convicção, o seu carácter» à medida que a China se transforma num Estado socialista moderno.

Reivindicou o princípio da «uma só China» e o Consenso de 1992 para terminar o processo de reunificação nacional e promover relações pacíficas com Taiwan e, ao mesmo tempo, reiterou a rejeição às interferências externas e ao separatismo na ilha.

Estas afirmações foram proferidas na segunda-feira, 13, no encerramento da sessão anual da Assembleia Popular Nacional (parlamento).

Os quase três mil deputados estiveram reunidos em Pequim, desde o dia 5, renovaram os altos cargos do Estado e reelegeram por unanimidade Xi Jinping como chefe do Estado e presidente da Comissão Militar Central da China. Além disso, escolheram Han Zheng como vice-presidente da República, Zhao Leji à frente da Assembleia Popular Nacional e os 14 vice-presidentes do Comité Permanente da XIV legislatura. O presidente Xi Jinping, entretanto, nomeou Li Qiang para o cargo de primeiro-ministro.

A sessão parlamentar decorreu em paralelo com a reunião da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, o principal órgão assessor político do país.

 

Aliança militar AUKUS é um perigo para a paz

A China advertiu na terça-feira, 14, que a aliança militar entre os EUA, a Austrália e o Reino Unido (AUKUS) é um acto típico de «Guerra Fria» e porá em perigo a paz e a estabilidade regional.

Em Pequim, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Wang Wenbin, acusou esses três países de irem demasiado longe no seu afã de assegurar interesses geopolíticos. O diplomata chinês comentava um novo acordo que contempla a venda a Canberra de submarinos nucleares de fabrico norte-americano.

Essa acção só motivará uma corrida armamentista e afectará o regime de não-proliferação nuclear na zona da Ásia-Pacífico, pois ignora as preocupações dos países da região, considerou Wang. Manifestou a sua decepção com o pacto e disse que as três potências pressionam a Organização Internacional de Energia Atómica para conseguir apoio.

A China sempre rejeitou a AUKUS por considerar que é destrutiva e focada em alimentar a confrontação, além de que converterá a região num campo de batalha para jogadas geopolíticas.

A aliança prevê numa primeira fase dotar a armada australiana com oito submarinos de propulsão nuclear. Até agora, apenas seis países possuem esse tipo de submarino: EUA, Rússia, China, Reino Unido, França e Índia.

 



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