Agressão imperialista contra a Síria prossegue

A agressão imperialista à Síria prossegue, com os EUA e Israel empenhados na desestabilização e ocupação do país, através do apoio aos grupos terroristas e de bombardeamentos frequentes, incluindo contra infra-estruturas civis.

Aviões israelitas bombardearam aeroporto de Alepo, por onde chega a ajuda humanitária

Lusa

Activistas sírios informaram, no dia 12, que elementos do chamado Estado Islâmico foram transferidos em helicópteros de transporte militar norte-americanos da prisão de Al-Sinaa, controlada pelas denominadas Forças Democráticas da Síria (FDS), apadrinhadas por Washington, para o enclave de Shaddadi, no sul de Hasakeh.

Esses mercenários serão agora enviados para a base militar que os EUA mantêm ilegalmente em Tanef, na Síria, junto à fronteira com o Iraque, para receber treino, antes de lhes serem confiadas missões de proteger as forças norte-americanas e desestabilizar as zonas controladas pelo governo sírio, atacando postos do exército e comunidades.

Segundo Damasco, os EUA oferecem refúgio e protecção aos terroristas nas bases que ocupam ilegalmente no território sírio, onde os treinam e armam para os utilizar ao serviço da sua operação desestabilizadora e de ocupação.

No vasto deserto sírio de Al-Badieh aumentam as agressões dos terroristas, que recorrem desde a sua derrota em 2018 a ataques orientados pelos serviços secretos de países ocidentais para desgastar o exército da Síria e seus aliados.


Agressão israelita «bárbara e desumana»

O governo da Síria condenou o ataque israelita perpetrado na madrugada do dia 7 contra o aeroporto internacional de Alepo e qualificou a acção de criminosa e desumana.

Esta agressão reflecte a barbárie de Telavive e é um exemplo mais das suas violações mais atrozes e flagrantes do direito internacional, afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros sírio.

Tal bombardeamento constitui um duplo crime, já que por um lado visou um aeroporto civil e por outro atacou um dos principais canais do país para a recepção de ajuda humanitária às vítimas do devastador terramoto que atingiu a Síria a 6 de Fevereiro.

Alertando para as consequências da continuação destes crimes de Israel, as autoridades sírias apelam a que tais actos sejam condenados no plano internacional e que sejam adoptadas medidas para lhes pôr fim.

Aviões de combate israelitas bombardearam as pistas de aterragem do aeroporto internacional de Alepo, situado a 400 quilómetros a norte da capital síria, provocando sérios estragos e forçando o seu encerramento. A agressão ocorreu no meio da catastrófica situação que vive essa província em consequência do sismo.

A 18 do passado mês, ocorreu uma agressão semelhante, com o lançamento de mísseis contra um bairro residencial na capital, Damasco.

Israel ataca com frequência o território da Síria, a pretexto de visar alvos militares iranianos, mas o governo sírio assegura que tais acções hostis pretendem prolongar a guerra, manter a instabilidade no país e debilitar o seu exército nacional.

A Síria, que enfrenta há 12 anos uma guerra fomentada pelos EUA, além de sofrer cruéis sanções económicas unilaterais impostas por Washington e Bruxelas, instou o Conselho de Segurança das Nações Unidas a condenar as constantes acções agressivas de Israel, que ameaçam de maneira directa a paz e a segurança regional e internacional.

Jovens árabes solidários com Síria
Delegações de jovens de 10 países árabes deslocaram-se à Síria para manifestar solidariedade ao país, que sofre um injusto bloqueio imposto pelos EUA e aliados. Os jovens, provenientes do Líbano, Jordânia, Palestina, Egipto, Argélia, Iraque, Iémen, Kuwait, Marrocos e Bahrein, participam em Damasco num Fórum de Solidariedade Árabe, que exige o fim imediato do bloqueio e das medidas coercivas unilaterais aplicadas ao povo sírio.

O Fórum é a plataforma adequada para exigir o termo do criminoso assédio à Síria que afectou a capacidade de o país fazer frente aos efeitos do terramoto, afirmou na abertura do evento a presidente da União Nacional de Estudantes Sírios, Darin Suleiman. Destacou que já é tempo de unir esforços para romper o cerco, que constitui um crime de lesa-humanidade.

Diversos países árabes lançaram uma campanha de solidariedade com a Síria, sujeita a um férreo bloqueio que dificulta a chegada de ajuda humanitária para aliviar os impactos do sismo e da guerra.

 



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