Travar o empobrecimento na Madeira

«A cada dia o salário e a pensão ficam mais curtos para as despesas», ao mesmo tempo que «os lucros das grandes empresas não param de crescer». Este foi o alerta que a Organização Regional da Madeira do PCP deixou, segunda-feira, numa acção de protesto, no centro do Funchal.

Só nos últimos seis meses, chamou a atenção Ricardo Lume, membro do Comité Central do PCP, peixe, carne, mercearias, frutas e legumes e lacticínios aumentaram entre 9 e 20%. Neste sentido, considerou «insuficientes e limitadas» as «medidas avançadas pelos governos da República e Regional». Isto porque «não vão às causas dos problemas» acusou o também deputado na Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira (ALRAM).

Ora, é «cada vez mais evidente a necessidade de (...) assegurar a valorização do poder de compra dos trabalhadores e reformados, combater o aumento dos preços, garantir o cumprimento dos direitos sociais e uma mais justa distribuição da riqueza». Por isso, Ricardo Lume lembrou que o Partido apresentou na ALRAM um projecto de resolução nesse sentido

Entre as reivindicações, destaque para o aumento do salário mínimo regional em 8%, um acréscimo extraordinário de 80 euros para todos os reformados e pensionistas que aufiram até aos 1600 euros e a aplicação do subsídio de insularidade a todos os trabalhadores; a fixação de preços máximos em bens essenciais e dos combustíveis, o alargamento dos benefícios no âmbito do programa Gás Solidário e a fixação de margens máximas de comercialização da botija; concretizar o passe único na região e a gratuitidade para idosos e estudantes menores de 23 anos; congelar as rendas das habitações e alargar a renda apoiada; garantir medicação gratuita a doentes crónicos e famílias em carência económica.

No passado dia 17, o PCP já tinha estado nas ruas do Funchal a denunciar que o modelo económico-social imposto na região potencia o empobrecimento. Aproveitando a passagem do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, o PCP assinalou que quase 29% dos madeirenses se encontram em risco de pobreza, ascendendo a taxa de privação material a quase 9%.



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