Partido avança para a Conferência
A preparação da Conferência Nacional do PCP, convocada para os dias 12 e 13 de Novembro sob o Lema «Tomar a iniciativa. Reforçar o Partido. Responder às novas exigências», prossegue de Norte a Sul do País.
Valorizar a militância e intensificar a intervenção são prioridades
Na Organização Regional de Leiria (ORLei) do PCP estão agendadas 30 reuniões, de entre as quais oito assembleias electivas. Pretende-se discutir a Conferência ligada aos aspectos concretos do reforço de cada organização e da intervenção do Partido e, nesse propósito, na Marinha Grande os militantes priorizaram a discussão de avançar no esclarecimento das questões que mais afectam as famílias e decidiram avançar para uma campanha de esclarecimento sobre a intervenção nas autarquias e para a realização da assembleia da organização no próximo ano.
Ainda na ORLei, na concelhia da Nazaré, a preocupação é o reforço orgânico do colectivo partidário, tendo ficado assente preparar a reunião magna da organização mas, até lá, recuperar quotização em atraso e apurar trabalhadores a recrutar num território onde o PCP tem prestígio, um eleito na Câmara Municipal e gere uma freguesia. Já em Peniche e no Bombarral, as assembleias electivas e as assembleias das organizações ocorrem em simultâneo, pelo que a discussão anda em torno do fortalecimento do Partido em vários domínios.
No distrito de Setúbal, realizaram-se as assembleias electivas em Alcochete e no Samouco. Na primeira, foram expressas preocupações para com a situação internacional e nacional, a ofensiva ideológica e contra o PCP, mas os problemas locais tiveram igual relevância, tendo-se destacado as carências ao nível dos serviços públicos e funções sociais do Estado. No Samouco, as preocupações com o SNS também se manifestaram, tendo os militantes decidido avançar para o esclarecimento popular, assim como no envolvimento e responsabilização de quadros para a intervenção política do Partido.
Ainda em Setúbal, o processo preparatório da Conferência Nacional, na sequência da realização da XIII Assembleia da Organização Concelhia da Moita (ver foto), tem contribuído bastante para o seu reforço, não só pelas questões concretas abordadas, como pelo reforço dos organismos de direcção, que contam com a participação de novos quadros a assumir responsabilidades. Entres os temas que mais sobressaíram estão a valorização da militância e a necessidade de intensificar a intervenção do Partido, nos planos ideológico, face à ofensiva crescente, e político, tendo, neste âmbito, ficado claras as prioridades locais.
Razão
No Algarve, as organizações de Olhão e São Brás de Alportel realizaram a sua assembleia electiva igualmente com os olhos postos na assembleia de organização regional, convocada para o início de Dezembro, perspectivando-se a superação das dificuldades orgânicas e organizativas mas, em simultâneo, o reforço da influência entre pescadores e mariscadores e população, neste último caso intervindo sobre mobilidade e serviços públicos.
A Norte, na Organização Regional de Bragança do PCP, decorreu o plenário electivo das organizações concelhias de Alfândega da Fé, Carrazeda de Ansiães, Mirandela e Vila Flor. No profícuo debate, realçou-se a razão e justeza da análise e acção do Partido e a necessidade de aprofundar a sua afirmação e a transmissão das ideias-chave, assim como a urgência de continuar a intervir entre os micro e pequenos empresários e produtores e em torno da defesa da água pública.
Por fim, na Organização Regional de Coimbra, já decorreram as assembleias de Oliveira do Hospital e das células da Administração Pública Central (em simultâneo com as assembleias das respectivas organizações, tendo sobressaído as preocupações com as unidades do SNS); dos comunistas que intervêm na área da Cultura (decidindo-se aprofundar a ligação às estruturas amadoras); do Sector Intelectual (apontaram-se iniciativas em defesa da carreira docente); da Célula do Conservatório de Música de Coimbra (decidiram editar o boletim).
Na concelhia de Coimbra, por seu lado, o colectivo decidiu preparar assembleias de organização de freguesia, numa linha de defesa dos Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos e denunciar o projecto Metro Mondego no que diz respeito à destruição da ferrovia.