Avaliações, afirmações e submissão à Vinci

A Plataforma Cívica Aeroporto BA6-Montijo Não! comentou, no dia 24, a reunião entre o primeiro-ministro, António Costa, e o presidente do PSD, Luís Montenegro, sobre o novo aeroporto de Lisboa. «Após a criação de alguma expectativa, destinada a fazer crer que o assunto ia ser tratado com profundidade e rigor», destaca, a reunião saldou-se por «um pequeno conjunto de afirmações, algumas desnecessárias». Ficou a saber-se, desde logo, que «em vez de se discutir que solução aeroportuária Lisboa e o País precisam, se abordou a metodologia e o “timing” para a dita Avaliação Ambiental Estratégica».

A Plataforma critica ainda outra das «novidades» saídas da reunião, o afastamento do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) da execução dos estudos, no que é visto como uma clara «desconsideração e desvalorização das instituições públicas, isentas e independentes, do País» e, ao mesmo tempo, um «atestado de incompetência e menoridade sobre o conjunto da comunidade científica portuguesa».

Mas o que verdadeiramente sobressai desta decisão é o receio de que as instituições científicas portuguesas «se viessem pronunciar por uma verdadeira e estratégica solução aeroportuária para o País como é o caso do Novo Aeroporto de Lisboa no Campo de Tiro de Alcochete», garante a Plataforma.

Quanto à «comissão técnica independente» e à «comissão de acompanhamento», que serão constituídas, resta saber «de que independência estão a falar e em relação a quê e a quem», acrescenta. Não será, seguramente, relativamente à Vinci, já que esta metodologia «parece agradar à dona da concessionária».

Após realçar que a questão aeroportuária não é, em primeira instância, uma questão de localização, mas de encontrar a melhor solução para a região, para o País e para as comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo, a Plataforma manifesta ainda a sua preocupação com as notícias que indiciam a possível privatização da companhia aérea portuguesa: «Tal intenção, após o investimento feito pelos portugueses para salvar a TAP, não pode deixar de ser levado em conta neste processo cada vez mais opaco e menos transparente.»

 



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