Contratos por cumprir nos transportes públicos
Na Península de Setúbal, «as populações, os utentes, a vida social e a economia» estão a ser profundamente afectados com os constantes incumprimentos por parte das empresas Alsa Todi e TST dos horários e serviços a que estão contratualmente obrigadas. A acusação foi feita pelo Executivo da Direcção da Organização Regional de Setúbal do PCP (DORS) numa declaração proferida no dia 26.
O Partido lembra que as administrações das duas empresas «concorreram no primeiro trimestre de 2020 (e ganharam) a um concurso público internacional onde se obrigavam a fornecer um determinado serviço – carreiras e horários – pelo qual lhes é pago um determinado montante». Ora, a situação que hoje se vive representa «uma clara e flagrante violação pelas administrações destas empresas dos pressupostos do concurso, muito para além do que seria atendível quando estamos perante tão grandes alterações em relação ao passado».
Para o PCP, não é aceitável que as empresas «persistam em não resolver os problemas», prejudicando desse modo populações e utentes, pois tiveram tempo para o fazer desde que os contratos lhes foram adjudicados, no final do ano passado.
O lançamento dos concursos em causa pela Carris Metropolitana, reafirmam os comunistas, «constituiu um passo positivo para levar mais longe aquilo que foi conseguido com a conquista do passe social intermodal válido em toda a Área Metropolitana e em todos os operadores, com substancial redução do seu custo». Ora, isto não poderá ser posto em causa pela actuação das empresas.
O cumprimento dos horários, carreiras e percursos contratualizados, a adequação das frotas aos serviços que têm de prestar e os desdobramentos de carreiras onde não haja viaturas de maior lotação são medidas a adoptar pelas empresas, reclama o PCP, que defende que não lhes sejam pagos serviços que não estejam a realizar.