Luta dos presos políticos palestinianos intensifica-se
Os milhares de activistas palestinianos encarcerados em Israel dissolveram os organismos que os representavam perante as autoridades de Telavive, como parte da escalada de luta pelo respeito dos seus direitos.
Luta dos presos políticos palestinianos nos cárceres israelitas intensifica-se
A Associação de Presos Palestinianos anunciou, no dia 28, em comunicado divulgado em Ramala, que a partir de agora o Serviço Prisional de Israel (IPS) deverá relacionar-se com os detidos de forma individual.
Nos últimos dias, as tensões aumentaram após a decisão dos presos políticos palestinianos de intensificarem a luta pelos seus direitos e da resposta do IPS, que incrementou o tempo de isolamento a vários presos, retirou equipamentos eléctricos de diversas secções dos cárceres e mobilizou forças de segurança adicionais.
O Comité Nacional Supremo de Emergência, que agrupa os reclusos de todas as facções palestinianas, decidiu há dias começar uma onda de protestos para exigir o cumprimento dos acordos alcançados em Junho passado com as autoridades penitenciárias israelitas.
Como parte dessas acções, às segundas e quartas-feiras os detidos não sairão das suas celas para os habituais «controlos de segurança» e devolverão os alimentos. Espera-se para o início deste mês o começo de uma greve de fome em que poderão participar centenas de presos.
Em Março último, os reclusos acordaram suspender as medidas de luta após a disponibilidade israelita de pôr fim às acções de represália adoptadas pelo IPS.
A tensão nos cárceres tinha aumentado desde Setembro de 2021, depois da fuga de seis palestinianos da prisão de máxima segurança de Gilboa, no Norte de Israel. Embora os fugitivos tenham sido novamente detidos, numa grande operação de «caça ao homem», os funcionários do IPS aplicaram numerosas medidas punitivas contra todos os presos, incluindo transferências de celas, proibições de visitas e redução de tempo no pátio, o que provocou confrontos e greves.
Actualmente, cerca de 4500 presos políticos palestinianos estão encarcerados em prisões israelitas, incluindo 31 mulheres e 175 menores de idade.