Incêndios exigem soluções imediatas e a longo prazo

O PCP exigiu, mais uma vez, soluções para o flagelo dos fogos a propósito do incêndio que deflagrou na Serra da Estrela, dia 6, e que, depois de dado com extinto, reactivou no início desta semana. Foram as direcções regionais de Castelo Branco e Guarda do PCP que, em conjunto, assumiram a posição.

Muitas medidas decididas depois dos incêndios de 2017 estão por concretizar

Os secretariados das direcções das organizações regionais de Guarda e Castelo Branco do PCP expressaram a sua profunda preocupação pela amplitude e impactos das chamas que afectaram os concelhos da Covilhã, Manteigas, Guarda, Celorico da Beira e Gouveia e manifestaram solidariedade para com as vítimas, lesados, e as centenas de bombeiros e outros agentes de Protecção Civil que combatiam o incêndio.

«O PCP não pode deixar de sublinhar que os incêndios que têm lavrado na região e no País evidenciam a falta de resposta a questões estruturais que estão identificadas», pode-se ler no comunicado de imprensa conjunto emitido por ambos os organismos partidários. Abandono do mundo rural, degradação dos serviços públicos, destruição da pequena e média agricultura e pecuária, desertificação e despovoamento são alguns dos motivos apontados.

Para além de soluções para os problemas estruturais, o PCP há muito que reclama meios adequados e coordenação necessária às forças de protecção civil, como a existência de um Comando Nacional de Bombeiros e regimes especiais de protecção dos bombeiros e restantes trabalhadores das Associações Humanitárias de Bombeiros Voluntários.

O PCP ainda garantiu propor soluções para problemas estruturais e garantir, no imediato, apoios efectivos aos lesados, compensações para os rendimentos perdidos na área florestal, agrícola e pecuária, repor o potencial produtivo e meios de restabelecimento e protecção do património natural perdido.

Desresponsabilização do Estado
é mão criminosa

A crescente desresponsabilização do Estado e a descentralização de competências para as autarquias locais na área da gestão dos recursos naturais é cada vez mais evidente. Este recente incêndio – num parque natural onde o Estado exerce responsabilidades directas – é demonstrativo da falta de investimento na conservação da natureza. Muitas das medidas decididas após os incêndios de 2017 continuam por concluir ou concretizar, como o cadastro florestal, a criação das equipas de sapadores florestais, a reconstituição do corpo de guardas florestais. Medidas imprescindíveis, como a valorização do preço da madeira, a promoção do livre associativismo de pequenos proprietários e do agrupamento de baldios, também não foram ainda tomadas.

«O caminho que se abriu com anos de política de direita, fragilizou as estruturas públicas de gestão ambiental, que perderam trabalhadores e meios», afirmam as organizações comunistas. A falta de reforço destas estruturas, como o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), e da coordenação entre elas, continua contribuir para que o ordenamento florestal e do território se faça de acordo com interesses de grupos económicos, que se sobrepõem aos interesses colectivos.

PCP em contacto
com população afectada:

Uma delegação do PCP, que integrou a deputada comunista no Parlamento Europeu, Sandra Pereira, realizou uma visita, na terça-feira, às zonas afectadas pelo incêndio da Serra da Estrela, que foi dado como dominado no dia 12. A visita teve como objectivos avaliar a situação, no terreno, e fundamentar a acção do Partido junto das instituições e populações.

Ao longo do dia, a delegação comunista encontrou-se com representantes dos Compartes do Baldio de Verdelhos e da Associação dos Amigos da Serra da Estrela e contactou com produtores agropecuários afectados.




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