Não às manobras para denegrir a imagem de Évora
A Comissão Concelhia de Évora do PCP acusou responsáveis políticos locais, em particular do PSD, de promoverem o alarmismo social com objectivos políticos, afectando assim negativamente a «imagem e a economia de Évora». Em causa estão declarações por estes proferidas a órgãos de comunicação social, procurando passar a ideia de uma «cidade invadida por “ratazanas, baratas e pombos”».
Refutando categoricamente tais declarações, os comunistas eborenses sublinham que, para além de não corresponderem à realidade, prestam um «péssimo contributo para a imagem, promoção turística e desenvolvimento económico da cidade, prejudicando comerciantes e empresários, bem como a candidatura de Évora a Capital Europeia da Cultura 2027».
«A divulgação e amplificação da ocorrência de pragas urbanas em cidades, fenómeno comum e que deve ser mitigado, tem sido usada em Évora com vincado oportunismo político», lê-se na nota de imprensa recentemente divulgada pela Concelhia do PCP, onde se afirma ainda que a Câmara Municipal de Évora «já veio a público informar que não se observa na cidade qualquer tipo de fenómeno anormal e que os trabalhos de desinfestação e controlo de pragas são realizados de acordo com os devidos procedimentos».
De resto, acrescenta-se no comunicado, foram realizadas pelos serviços municipais 40 intervenções entre meados de Junho e Julho e, adicionalmente, já «adjudicada uma aquisição de serviços externos especializados, no valor de 19 990 euros, para desbaratização e desratização nas redes públicas de saneamento.
Abordando, por último, a necessidade de um sistema separativo nos esgotos do centro histórico, com um custo estimado de mais de 20 milhões de euros, os comunistas de Évora lamentam que os sucessivos governos PS, PSD e CDS, visando a privatização da gestão da água pública, «tenham adoptado políticas que impedem os municípios de apresentar candidaturas para aceder a fundos para a renovação das redes de água e saneamento».