Comissões de Freguesia reuniram em Lisboa
Estruturar a organização, responsabilizar mais camaradas e elevar a militância, dirigir a luta política e aumentar a ligação às massas foram linhas de trabalho reafirmadas no encontro de membros de comissões de freguesia promovido pela Organização Regional de Lisboa do PCP (ORL).
As comissões de freguesia são imprescindíveis para o reforço do PCP
A iniciativa que reuniu durante quase todo o dia, numa unidade hoteleira de Lisboa, cerca de 120 militantes membros de comissões de freguesia, permitiu trocar experiências e reiterar prioridades e objectivos. Além de 33 intervenções sobre o trabalho concreto desenvolvido nas organizações, interveio, a abrir os trabalhos, Ricardo Costa, da Comissão Política do PCP, que abordou questões mais gerais da política nacional e internacional e reafirmou a necessidade do reforço do partido nas organizações locais, de forma a potenciar a luta mais geral dos trabalhadores e do povo português.
Carlos Chaparro, do Comité Central do PCP, encerrou o encontro, sublinhando, primeiro, que nas organizações de freguesia do Partido no distrito «estão organizados mais de 70% dos militantes», pelo que o seu reforço em diversos domínios, como a estruturação, estilo de trabalho e ligação às massas e às suas organizações», é não apenas crucial como representa um enorme potencial de desenvolvimento do trabalho.
Carlos Chaparro precisou, apontando baterias à necessidade de ter mais camaradas com «uma tarefa atribuída da qual prestem contas ao colectivo»; considerar que cabe às comissões de freguesia dirigir a intervenção e, além de discutir as tarefas gerais do PCP, apurar problemas locais e, a este respeito, «agir mais do que reagir».
Necessário é, igualmente, divulgar as posições e propostas do Partido, «avaliar os movimentos associativos existentes», definir prioridades e objectivos que visem «o reforço da influência de massas dos comunistas.
«Temos uma capacidade que precisa de ser potenciada e sê-lo-á se nos organizarmos melhor». Se o fizermos, «estaremos em condições de dar um salto qualitativo que reforce o Partido, a luta das populações e a acção de massas, contribuindo assim para afirmar a política patriótica e de esquerda que os trabalhadores e o País precisam», concluiu Carlos Chaparro.