- Nº 2535 (2022/06/30)

Comissões de Freguesia reuniram em Lisboa

PCP

Estruturar a organização, responsabilizar mais camaradas e elevar a militância, dirigir a luta política e aumentar a ligação às massas foram linhas de trabalho reafirmadas no encontro de membros de comissões de freguesia promovido pela Organização Regional de Lisboa do PCP (ORL).

A iniciativa que reuniu durante quase todo o dia, numa unidade hoteleira de Lisboa, cerca de 120 militantes membros de comissões de freguesia, permitiu trocar experiências e reiterar prioridades e objectivos. Além de 33 intervenções sobre o trabalho concreto desenvolvido nas organizações, interveio, a abrir os trabalhos, Ricardo Costa, da Comissão Política do PCP, que abordou questões mais gerais da política nacional e internacional e reafirmou a necessidade do reforço do partido nas organizações locais, de forma a potenciar a luta mais geral dos trabalhadores e do povo português.

Carlos Chaparro, do Comité Central do PCP, encerrou o encontro, sublinhando, primeiro, que nas organizações de freguesia do Partido no distrito «estão organizados mais de 70% dos militantes», pelo que o seu reforço em diversos domínios, como a estruturação, estilo de trabalho e ligação às massas e às suas organizações», é não apenas crucial como representa um enorme potencial de desenvolvimento do trabalho.

Carlos Chaparro precisou, apontando baterias à necessidade de ter mais camaradas com «uma tarefa atribuída da qual prestem contas ao colectivo»; considerar que cabe às comissões de freguesia dirigir a intervenção e, além de discutir as tarefas gerais do PCP, apurar problemas locais e, a este respeito, «agir mais do que reagir».

Necessário é, igualmente, divulgar as posições e propostas do Partido, «avaliar os movimentos associativos existentes», definir prioridades e objectivos que visem «o reforço da influência de massas dos comunistas.

«Temos uma capacidade que precisa de ser potenciada e sê-lo-á se nos organizarmos melhor». Se o fizermos, «estaremos em condições de dar um salto qualitativo que reforce o Partido, a luta das populações e a acção de massas, contribuindo assim para afirmar a política patriótica e de esquerda que os trabalhadores e o País precisam», concluiu Carlos Chaparro.