Encontrar na juventude a semente da luta

Manuel tem apenas 17 anos. Estuda na Escola Secundária Garcia de Orta e é natural de Matosinhos. Conta que desde muito cedo começou a ouvir falar do Partido. Na sua casa, que sempre foi de esquerda, ouvia-se falar do PCP de um modo positivo, principalmente o seu avô, militante comunista.

No entanto, não foi esse o contacto que o fez olhar para o Partido como uma resposta aos seus anseios. Foi mais tarde, com um conjunto de amigas, militantes da JCP, que começou a ver nos comunistas, e nas respostas por que estes se batem para construir diariamente, como uma proposta alternativa de futuro.

«Juntar-se à luta»: é assim que Manuel descreve o passo em frente, dado no início deste ano, de se juntar ao Partido. Quando interrogado acerca do que mudou desde os primeiros tempos em que ouviu falar do PCP até esse momento, aponta para dois factores: primeiro, deram-lhe a conhecer a JCP, uma organização que, para ele, se debruça de forma muito mais directa sobre problemas que ele próprio sente na pele. «Na minha ideia, o PCP era uma coisa muito mais para adultos», conta acerca do que sentia anteriormente. Em segundo, quando ouviu falar dos termos comunismo, marxismo-leninismo e da ideias de Marx nas aulas de História, procurou saber mais sobre o assunto e descobriu que o PCP é o único defensor desses ideais em Portugal.

Manuel, que se inscreveu na JCP entre o 25 de Abril e o 1.º de Maio do ano passado, afirma que a sua vida mudou desde então. Para além de ter criado relações novas que o fazem pensar, reflectir cada vez mais, começou a perceber os problemas e a falta de democracia da sua escola e das escolas dos seus amigos, lutas às quais se tem dedicado.

Em conversa com o Avante! este jovem, que é agora responsável do colectivo da sua escola e está inserido na Comissão Regional de Matosinhos, afirma de forma convicta que se arrependeria muito se não o tivesse feito.

Maria também é do Porto, tem 19 anos e estuda na Faculdade de Direito da Universidade do Porto. A opinião que tinha do PCP era negativa. Confessa que se deixou influenciar muito pelas coisas que ouvia e via nas redes sociais.

Foi à conversa com uma amiga militante da JCP, quando frequentava o 10.º ano, que alterou o que pensava. À amiga contou a sua frustração e a impotência que sentia face à falta de condições de trabalho da sua mãe. Desde a falta de luz e de água no local de trabalho até ao pagamento do salário em atraso e a obrigação de trabalhar aos fins-de-semana, sem remuneração adicional. A amiga, em troca, perguntou-se se já tinha ouvido falar do PCP e da JCP e do que estes defendiam. Maria conta que começou a pesquisar e a perceber que, na verdade, se identificava com as propostas e os valores do Partido.

Durante a epidemia, verificou que, mais uma vez, as condições de trabalho da sua mãe se tinham voltado a agravar, mas não só. Na sua escola, percebeu os impactos para os estudantes do encerramento das cantinas ou dos balneários. «Podem parecer coisas sem grande significado, mas afectaram-nos e a JCP era a única que estava à porta da escola a ter conversas e a incentivar-nos a lutar.

No dia 22 de Abril do ano passado, inscreveu-se na JCP e, em Março do ano passado, no próprio Partido. Agora, inserida na Direcção da Organização do Ensino Superior do Porto e no seu organismo coordenador, Maria afirma que abandonou o conformismo e que o PCP é mesmo o partido onde quer militar.

 



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