Reabertura das centrais de Sines e Pego
A Direcção da Organização Regional do Litoral Alentejano (DORLA) do PCP afirmou que a hipótese da reabertura das Centrais Termoeléctricas de Sines e do Pego confirma que o seu encerramento foi precipitado, executado num quadro de dependência energética externa e apenas explicável, não por preocupações ambientais, mas por submissão aos interesses das multinacionais que dominam o sector. A hipótese de reabertura das centrais, recentemente encerradas, foi avançada, entre outros, pela Direcção-Geral de Energia e Geologia.
A DORLA relembra que foi o Governo do PS, em convergência com o PSD, que decidiu substituir a produção nacional por electricidade importada proveniente de centrais a carvão e nucleares. Para o PCP, esta decisão só pode ser compreendida à luz do favorecimento dos interesses da EDP e das imposições da União Europeia.
«A precipitação do encerramento da Central Termoeléctrica de Sines constitui um erro que está a sair caro ao País», pode-se ler na nota de imprensa. Portugal «precisa de uma política energética soberana, desligada dos interesses de grupos económicos e que responda às necessidades de desenvolvimento», conclui-se ainda.