Comunistas cubanos avaliam intervenção e traçam objectivos

Os comunistas cubanos estiveram envolvidos, nos últimos meses, numa ampla acção de balanço do trabalho partidário e do cumprimento das orientações traçadas pelo VII Congresso do Partido Comunista de Cuba, marcada pela realização de reuniões, plenários e debates em todo o país. O balanço desta acção está a ser feito pelo Comité Central, que se encontra reunido por estes dias no Palácio da Revolução, em Havana.

Segundo noticia o jornal do PCC, Granma, o Primeiro Secretário do Partido e Presidente da República, Miguel Díaz-Canel, valorizou naquela ocasião os êxitos alcançados no reforço da democracia socialista e dos espaços de participação popular, apelando a que sejam alargados e ampliados. Os debates travados pelas organizações do PCC, acrescentou, não se poderão limitar às questões internas, antes deverão ser partilhados com os trabalhadores e os jovens, mesmo que não sejam militantes do Partido.

Após salientar que do debate sobressaiu o apoio à «natureza popular do poder político», Díaz-Canel insistiu na necessidade de reforçar a capacidade de identificação do Partido com o povo e de auscultar os seus interesses e preocupações: «Se somos o único partido, temos de ser mais democráticos e ter mais participação.»

O dirigente cubano foi ainda mais longe ao considerar que «não é correcto, não é justo» qualquer tendência que procure relacionar os resultados deste amplo debate com a primeira figura do Partido e do Estado. Fazê-lo seria desvalorizar a direcção colectiva e negar a «mais importante e decisiva resposta, que é dada pelos nossos militantes, os nossos trabalhadores, os nossos jovens revolucionários, as organizações de base, as estruturas de direcção a todos os níveis, os ministérios e os quadros ligados aos bairros. Esses são os verdadeiros protagonistas das realizações».

Considerando que foram dados passos no sentido de organizar o trabalho e ampliar a participação, na sequência do amplo debate travado nos últimos meses, Díaz-Canel reconheceu que os principais problemas do país, do ponto de vida ideológico, económico e social, não estão resolvidos. Superá-los tem de ser a direcção fundamental da intervenção dos comunistas cubanos nos próximos tempos, garantiu.




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