Pacto Histórico na Colômbia continua a somar novos apoios
As forças políticas concorrentes às eleições presidenciais na Colômbia, a 29 de Maio, intensificam as suas actividades de campanha. O Pacto Histórico, que os estudos de opinião apontam como favorito à vitória, continua a atrair novos apoios e eleitores.
De acordo com as sondagens, Gustavo Petro é favorito à vitória
O Pacto Histórico, coligação de forças alternativas, progressistas e de esquerda, entre as quais se inclui o Partido Comunista Colombiano, é no país sul-americano a força política que mais apoio popular consegue nas acções de realizadas no quadro da campanha eleitoral para a primeira volta das presidenciais de Maio.
No fim-de-semana passado, nos departamentos de Boyacá e Medellín, dezenas de milhares de pessoas vitoriaram os candidatos do Pacto Histórico à presidência e à vice-presidência da Colômbia, situação que se repete em cada iniciativa com a presença de Gustavo Petro e Francia Márquez.
São as suas propostas eleitorais, a clareza da mensagem e a esperança e mudança o que atrai as multidões aos comícios. A estas tradicionais acções, Petro acrescentou espaços de debate em que escuta as opiniões, as preocupações e os principais problemas da população, assim continuando a construir de forma colectiva a sua plataforma programática.
Este apoio ao Pacto Histórico não exclui a existência de uma campanha das forças de direita para desacreditá-lo, que inclui falsas notícias emitidas pelas televisões e redes sociais, cartazes, ofensas verbais, manifestações de racismo e até a intromissão de altas patentes militares nas questões eleitorais, ao arrepio da Constituição da República colombiana.
Entre as propostas apresentadas pela coligação destaca-se as relacionadas com a necessidade de dinamizar a produção do país que, apesar das suas potencialidades, actualmente importa mais do que vende, como é o caso do milho, alimento básico da dieta dos colombianos.
Dados oficiais indicam que a Colômbia produziu 926 mil toneladas de milho em 2021 e importou cinco milhões e 654 mil toneladas. Cerca de 86 por cento do milho consumido no país é importado dos EUA, Argentina e Brasil.
Petro ressalta que urge utilizar a terra para produzir alimentos para toda a população e que nessa revolução na agricultura nacional que propõe a mulher rural deve ter um papel fundamental. E põe a ênfase na problemática do uso e da posse da terra, um dos elementos fundamentais que geraram e mantêm os conflitos internos no país.
Gustavo Petro favorito
De acordo com as mais recentes sondagens, Petro continua a ser favorito à vitória nas eleições presidenciais de 29 de Maio na Colômbia.
O candidato do Pacto amplia a sua vantagem tanto na primeira como na segunda volta e perfila-se como o próximo presidente colombiano, segundo um estudo do Centro Nacional de Consultadoria publicado pela revista Semana. Se as eleições fossem hoje, Petro obteria 38 por cento de votos na primeira volta. Federico Gutiérrez, da coligação de direita Equipa pela Colômbia, conseguiria 23,8 por cento. Rodolfo Hernández, da Liga de Governantes Anticorrupção surge em terceira posição com 9,6 por cento, e Sergio Fajardo, do Centro Esperança, está em quarto lugar com 7,2 por cento da intenção de voto.
Outra sondagem divulgada na semana passada foi a do Centro Estratégico Latino-americano de Geopolítica, que dá uma vantagem ainda maior ao candidato dos sectores progressistas. O estudo revela que Petro tem 21 pontos percentuais acima de Gutiérrez (43 por cento contra 22 por cento).
Nas eleições agendadas para 29 do próximo mês, o eleitorado escolherá o presidente e o ou a vice-presidente da Colômbia para o período de 2022-2026. A dupla vencedora deverá obter a metade mais um do total dos votos válidos. Se tal não acontecer, realizar-se-á uma segunda volta, a 19 de Junho, entre os dois candidatos mais votados. O vencedor governará a Colômbia por quatro anos, sem direito a ser reeleito.