Solidários
Por estes dias entram-nos pela casa dentro imagens de dor, de sofrimento, de angústia, de incerteza e insegurança de populações atingidas pela Guerra. Vidas perdidas, famílias separadas, habitações atingidas. Medo. Muito medo.
As mais difíceis de suportar, como sempre, são as que envolvem crianças, inocentes absolutos, incapazes de compreender porque foram apanhados no meio das opções geo-estratégicas dos que teimam em dominar o mundo.
Vêm sempre à memória outras imagens, de outras crianças, de outras partes do mundo, vítimas de outras guerras e voltamos a fazer-nos a pergunta. Porquê? Porque é que os que querem ser donos do mundo não aprendem nada com a dor que inflingem aos povos?
A solidariedade com as vítimas exige uma posição clara de compromisso com a Paz. A todos os que são expulsos das suas casas, a todos os que vêem os seus filhos ir combater para defender interesses que lhes são estranhos, a todos os que se levantam de manhã sem saber se haverá pão para pôr na mesa, a cada um deles, o que lhes interessa é o desenvolvimento do diálogo com vista a uma solução pacífica para o conflito.
Os perigos de evoluções negativas para a segurança da Europa e das suas populações, que muitos agora vislumbram em função dos recentes desenvolvimentos no Leste da Europa, para os quais o PCP chamou, sucessivamente, a atenção ao longo dos últimos (muitos) anos, decorrem da estratégia belicista dos EUA, da NATO e da UE e, infelizmente, não se fica por aqui.
Para que amanhã não digam que não prevenimos, aqui ficam as palavras do Comité Central do PCP que, em Junho de 2021, alertava para “o prosseguimento e intensificação das linhas militaristas e agressivas contra vários países soberanos, nomeadamente no Extremo Oriente, Médio Oriente e América Latina” e “particularmente, o conjunto de provocações e a intensificação da estratégia de confrontação, ameaça e chantagem à China e à Federação Russa; as contínuas acções de ingerência e agressão contra a Venezuela e Cuba; as acções de agressão à Síria e ao Iémen e de provocação ao Irão, entre várias outras”, por exemplo a Palestina.
Ser solidário implica ter presente este incompleto caderno de encargos para defender a Paz.