Exigidas medidas urgentes
A CGTP-IN entregou na segunda-feira, dia 14, ao primeiro-ministro, um documento intitulado «Medidas urgentes», com uma síntese das prioridades definidas pela confederação para a política reivindicativa de 2022.
Para «dar resposta aos problemas concretos sentidos pelos trabalhadores e à necessidade de desenvolvimento do nosso País», são apresentadas «medidas necessárias e urgentes, que conduzam ao aumento geral dos salários, a uma regulação e redução do tempo de trabalho e que combatam a precariedade, com a revogação das normas gravosas da legislação laboral e a promoção da contratação colectiva».
São também apresentadas medidas para resolver o problema das «limitações e constrangimentos» que visam «deixar a democracia à porta das empresas», como se refere na introdução do documento. A Inter faz «uma apreciação crítica às medidas inaceitáveis, relativas ao exercício da actividade e liberdade sindical, já apresentadas pelo Governo no âmbito da “agenda do trabalho digno”».
São ainda consideradas urgentes medidas para valorização dos serviços públicos e das funções sociais do Estado, e para afirmação do papel do Estado na dinamização da economia e na promoção da coesão social e territorial.
«Vencer bloqueios, afirmar a democracia, elevar as condições de vida e de trabalho, ir à raiz das causas que eternizam os défices estruturais da nossa economia» são, para a CGTP-IN, linhas que correspondem a «uma necessidade do País, uma reivindicação dos trabalhadores e uma exigência das populações».